William Eggleston, a cor americana (IMS-RJ)

A partir de 14 de março, o Instituto Moreira Salles apresenta William Eggleston, a cor americana, maior exposição individual do fotógrafo norte-americano já realizada no mundo. A mostra apresenta 172 obras, pertencentes a coleções prestigiosas como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, a do Museum of Fine Arts de Houston, do acervo pessoal do artista e das galerias Cheim & Read e Victoria Miro. 

 


Memphis, 1971. Do livro "Guia de William Eggleston", 1976. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.

 

William Eggleston é um dos maiores nomes da história da fotografia do século XX. Suas famosas imagens coloridas apresentam o cotidiano e a paisagem das pequenas cidades e subúrbios do sul dos Estados Unidos, a região natal do fotógrafo, durante os anos 1960 e 1970. Eggleston abriu novos caminhos para a fotografia ao mirar suas lentes nos elementos que simbolizavam a modernização americana (carros, estradas, supermercados, outdoors, shopping centers, estacionamentos, motéis), ao apresentar essa realidade em cores vibrantes, e ao registrar o próprio dia a dia, apresentando amigos, familiares e outros personagens em imagens que combinam intimidade e estranhamento. Nos anos de Elvis Presley e Martin Luther King, o sul dos Estados Unidos ainda vivia as cicatrizes do passado escravocrata, com intensos conflitos raciais e uma classe média interessada em usufruir dos novos padrões de consumo.

 

William Eggleston descobriu o sucesso em 1976, quando o influente John Szarkowski, na época diretor do departamento de fotografia do MoMA/NY, organizou uma exposição de suas fotografias coloridas na instituição. Até então, o preto e branco dominava a fotografia de arte. A exposição, que apresentava cenas prosaicas, uma liberdade na composição das imagens e apostava na sedução da cor – até então mais presente na fotografia amadora e publicitária –, tornou-se objeto de intenso debate entre a comunidade fotográfica, e foi duramente criticada. Ao longo dos anos, no entanto, a mostra se transformou num marco.


Sem título. Da série "Los Alamos", 1965-1968 e 1972-1974. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.

 

Hoje, as imagens de Eggleston estão entre as mais célebres da história da fotografia, com uma lista de admiradores que vai da fotógrafa Nan Goldin ao músico David Byrne, do cineasta Wim Wenders ao brasileiro Karim Aïnouz. Filmes como Elefante, de Gus Van Sant, foram notoriamente inspirados no universo visual do fotógrafo. Tanto Van Sant quanto David Byrne convidaram Eggleston para colaborar em seus projetos.

 

William Eggleston, a cor americana é uma das maiores exposições já realizadas sobre o artista e traz ao Brasil, pela primeira vez, uma extensa seleção de fotografias produzidas durantes as décadas de 1960 e 1970, considerados os anos de ouro do fotógrafo. Um dos núcleos da mostra reunirá boa parte das fotografias presentes na lendária exposição de 1976, no MoMA. Outras duas salas reunirão as imagens da série Los Alamos, resultado de diversas viagens de carro pelo sul dos Estados Unidos, do Delta do Mississippi à Califórnia, entre 1965 e 1974. Os dois conjuntos são formados por cerca de 150 raras e delicadas fotografias feitas através do processo de dye-transfer, uma técnica de impressão fotográfica quase extinta, que se tornou marca registrada do artista por permitir um controle preciso das cores e intensa saturação.


Sem título, c. 1971-1973. Da série "Troubled Waters", 1980. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.

 

Mesmo os fãs de Eggleston se supreenderão com a exposição, que também trará obras menos conhecidas, mas não menos importantes, do período. É o caso do formidável conjunto de retratos feito com uma câmera de grande formato em 1974 e conhecido como 5x7, em referência ao tamanho das chapas usadas. É também o caso de um conjunto de cinco fotografias em preto e branco, feitas antes que Eggleston abraçasse definitivamente a cor. O filme experimental Stranded in Canton (Encalhado em Cantão), rodado em preto e branco entre 1973 e 1974, com registros íntimos e de noitadas com amigos nos bares de New Orleans será exibido em uma das salas da casa da Gávea.

 

William Eggleston, a cor americana tem curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS. O projeto expográfico é de Martin Corullon, do escritório Metro Associados, e a identidade visual é da artista gráfica Luciana Facchini.

Exposições

William Eggleston, a cor americana

Curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS.

Visitação: 14 de março a 28 de junho de 2015

Audioguia gratuito disponível na recepção.



Mais informações em: revistazum.com.br/we

Imagem do alto: detalhe de foto de William Eggleston, do portfólio Los Alamos, 1965-74. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.



EVENTOS


De terça a sábado, às 17h, acontecem visitas mediadas por educadores. Atividade gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

Mais detalhes
  • Sem título, c. 1971-1973. Da série "Troubled Waters", 1980. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.
  • Sem título. Sumner, Mississippi, com o riacho Cassidy ao fundo, c.1969. Do livro "Guia de William Eggleston", 1976. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.
  • Sem título. Da série "Los Alamos", 1965-1968 e 1972-1974. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.
  • Sem título, c. 1971-1973. Da série "Troubled Waters", 1980. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.
  • Memphis, 1971. Do livro "Guia de William Eggleston", 1976. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.
  • Da série "The Seventies: volume 2", 1972. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.
  • Sem título. Da série "Los Alamos", 1965-74. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.

Visitas mediadas

As visitas agendadas e espontâneas são mediadas por educadores e oferecidas gratuitamente e regularmente nas três sedes do IMS.

Visitas agendadas

De terça a sexta, em horário a ser agendado.

Voltadas para escolas, universidades públicas e privadas e para grupos em geral (a partir de 5 anos de idade) com agendamento prévio.

Visitas espontâneas

De terça a sábado, às 17h.

Voltadas para grupos em geral (a partir de 5 anos de idade) ou pessoas desacompanhadas, sem necessidade de agendamento prévio. O ponto de encontro é a recepção da casa.

Mais informações sobre as visitas

 


 

EVENTOS ANTERIORES


Abertura da exposição William Eggleston, a cor americana no IMS-RJ

14 de março, às 17h, com a presença do artista.

No mesmo dia, acontece o lançamento do catálogo e projeção do documentário William Eggleston no mundo real, de Michael Almereyda.

Considerado um dos precursores da moderna fotografia colorida, William Eggleston, que raramente viaja ou dá entrevistas, vem ao Brasil para a abertura da mostra no Rio de Janeiro.

 

Conversas na galeria

A série Conversas na galeria promove o encontro de críticos, professores e especialistas com o público nos espaços expositivos do IMS, estimulando o debate em contato direto com as obras de arte. Evento gratuito, sujeito à lotação.

Em palestras dadas entre as obras da exposição, pensadores da fotografia falarão da obra de William Eggleston.

Nelson Brissac Peixoto

10 de abril, sexta-feira, às 17h  |  Local: IMS-RJ 

Nelson Brissac Peixoto é filósofo, foi curador do Arte/Cidade e co-roteirista da série América com João Moreira Salles. Professor de Tecnologias da Inteligência e Design Digital na PUC-SP e coordena o projeto ZL Vórtice, em São Paulo.

Antonio Fatorelli

13 de maio, quarta-feira, às 17h  |  Local: IMS-RJ 

Antonio Fatorelli é doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Professor da ECO/UFRJ e pesquisador do Núcleo N-Imagem e do Laboratório Fotografia, Imagem e Pensamento (ECO/UFRJ).

William Eggleston, a cor americana

Curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS.

Visitação: 14 de março a 28 de junho de 2015

Audioguia gratuito disponível na recepção.



Mais informações em: revistazum.com.br/we

Imagem do alto: detalhe de foto de William Eggleston, do portfólio Los Alamos, 1965-74. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.



EVENTOS


De terça a sábado, às 17h, acontecem visitas mediadas por educadores. Atividade gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.

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Local

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

Mais detalhes

William Eggleston nasceu em 1939 em Memphis, Tennessee. O MoMA/NY apresentou em 1976 a exposição Fotografias. Em 1998, Eggleston ganhou o prestigioso prêmio Hasselblad, e, em 2004, o Infinity Awards, do International Center of Photography. Sua obra foi objeto de inúmeros livros, entre eles William Eggleston´s Guide (1976), Chromes (2011) e Los Alamos (2012). Em 2008, o Whitney Museum of American Art fez uma das maiores retrospectivas de sua obra. Em 2002, a Documenta de Kassel apresentou uma seleção de suas fotografias. O Eggleston´s Artistic Trust, que preserva e divulga o trabalho do fotógrafo, foi fundado em 1992, em Memphis, onde o artista vive e trabalha.

 

Por que William Eggleston é importante para a fotografia?

 

- Em vez de temas “nobres”, Eggleston documentou o cotidiano aparentemente banal do sul dos Estados Unidos, com sua profusão de shoppings de estrada, supermercados, estacionamentos e vitrines;

- O olhar sobre o cotidiano também se estendeu aos amigos e à família, objeto de fotografias que apresentam uma combinação de mistério e intimidade

- Foi objeto de uma polêmica exposição de fotografia colorida no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1976, num período em que a fotografia em preto e branco ainda dominava as exposições de arte;

- Trouxe para a fotografia autoral o colorido da fotografia publicitária e a liberdade formal da fotografia amadora;

- Seu inventário fotográfico do sul dos Estados Unidos se tornou sinônimo do modo de vida americano dos anos 1960 e 1970;

- Sua visão do sul do Estados Unidos e seu uso da cor na fotografia influenciou gerações subsequentes de fotógrafos, cineastas e outros artistas visuais.

 

Alguns artistas influenciados por William Eggleston:

 

- os cineastas Wim Wenders, David Lynch, Sofia Coppola, Gus Van Sant e Karim Aïnouz, entre muitos outros;

- os fotógrafos Alec Soth, Nan Goldin, Wolfgang Tillmans, Ryan McGinley, entre muitos outros.

William Eggleston, a cor americana

Curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS.

Visitação: 14 de março a 28 de junho de 2015

Audioguia gratuito disponível na recepção.



Mais informações em: revistazum.com.br/we

Imagem do alto: detalhe de foto de William Eggleston, do portfólio Los Alamos, 1965-74. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.



EVENTOS


De terça a sábado, às 17h, acontecem visitas mediadas por educadores. Atividade gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.

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Local

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

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A exposição será acompanhada de um catálogo com textos inéditos do músico David Byrne, do escritor Geoff Dyer, do crítico de arte Richard Woodward e do curador Thyago Nogueira, além da primeira tradução para o português do texto seminal de John Szarkowski, publicado no catálogo William Eggleston´s Guide (1976).

William Eggleston, a cor americana

Por: R$ 129,90

William Eggleston, a cor americana

Curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS.

Visitação: 14 de março a 28 de junho de 2015

Audioguia gratuito disponível na recepção.



Mais informações em: revistazum.com.br/we

Imagem do alto: detalhe de foto de William Eggleston, do portfólio Los Alamos, 1965-74. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.



EVENTOS


De terça a sábado, às 17h, acontecem visitas mediadas por educadores. Atividade gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.

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Local

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

Mais detalhes




REVISTA ZUM

O negro e o automóvel em duas fotos de William Eggleston
Por José Geraldo Couto
Todas as fotos de William Eggleston conversam de alguma forma umas com as outras, mas entre duas delas esse diálogo é particularmente eloquente. Em ambas há um homem negro e um carrão americano. No mais, tudo é diferença.

 




REVISTA ZUM

A moça de vestido amarelo
Por Joaquim Marçal
Amarelo é a mistura de duas cores-luz primárias – o vermelho e o verde, que não eram satisfatoriamente registrados pelas emulsões fotográficas da primeira grande era da fotografia, a das chapas de vidro em preto e branco. Próximo ao final do século 19, com o desenvolvimento das “emulsões pancromáticas”, os filmes, já em grande parte flexíveis, passaram a registrar todas as cores com alguma precisão.

 




REVISTA ZUM

Depoimento de David Lynch
"Bem, eu tenho que dizer que gosto de todas elas", diz o cineasta David Lynch durante o depoimento em vídeo sobre as fotografias de William Eggleston.

 



BLOG DO IMS

Conversa na galeria: Antonio Fatorelli sobre William Eggleston
Assista ao vídeo em que Fatorelli coloca o trabalho do fotógrafo americano num contexto cultural maior, mencionando o avanço técnico que permite o controle do processo fotográfico. A palestra fez parte da série "Conversas na galeria", no qual intelectuais e críticos discutem obras no próprio local expositivo.

 




REVISTA ZUM

Homenagem a William Eggleston
Por Walter Carvalho
Para David Hockney, “ninguém olha para uma foto por mais de trinta segundos a menos que, entre mil rostos, esteja procurando o de sua mãe”. Nas fotografias de William Eggleston é possível ao observador fazer uma varredura por trinta segundos e ser atraído para seu interior com interesse, não só pela simplicidade do seu registro, mas pelo que vai além da superfície das coisas e penetra no interior dos objetos.

 



BLOG DO IMS

Conversa na galeria: Nelson Brissac Peixoto sobre William Eggleston
Assista ao vídeo em que Brissac relaciona o trabalho do fotógrafo, decisivo na construção do imaginário do sul dos Estados Unidos, ao do cineasta David Lynch. A palestra fez parte da série "Conversas na galeria", no qual intelectuais e críticos discutem obras no próprio local expositivo.

 




REVISTA ZUM

De olhos fechados
Por David Byrne
A primeira vez que vi fotos de William Eggleston foi no catálogo-guia de sua exposição no MoMA; depois, ao folhear um livro intitulado Nova cor/Novos trabalhos (New Color/New Work, 1984), que mostrava parte de sua obra. Fiquei impressionado com o que Bill e outros fotógrafos estavam fazendo. Naquele tempo, a fotografia “séria” era sempre em preto e branco. Fotos em cores eram vistas como vulgares e “comuns” – imagens associadas aos instantâneos amadores que as famílias tiravam nas férias, sem nenhuma intenção artística. Os trabalhos mandavam um “dane-se” para o que era então visto como arte fotográfica.

 




REVISTA ZUM

O teto vermelho
Por Nelson Brissac Peixoto
Diz Eggleston que o vermelho é a cor mais difícil de se trabalhar, que fazer uma fotografia de uma superfície inteiramente vermelha foi seu maior desafio, pois só se via algo assim em painéis gráficos publicitários. Eggleston é o fotógrafo do vermelho. O vermelho é o paradigma da saturação. Aqui a cor é constitutiva da matéria.

 




REVISTA ZUM

Um quebra-cabeça extraordinário
Por Thyago Nogueira
Em textos que fazem parte do livro "William Eggleston, a cor americana", acompanhados de uma seleção de fotografias que também estão na publicação, o curador fala sobre a formação do fotógrafo, seus trabalhos em preto e branco, o início da experimentação com filmes fotográficos em cores, a utilização de cromos e do processo de impressão dye-transfer, filmagens em vídeo, retratos em grande formato e mais.

 



BLOG DO IMS

Seguindo em frente rumo ao sul
O fotógrafo americano William Eggleston esteve no Brasil em março para a abertura da maior exposição já feita no mundo sobre sua obras, William Eggleston, a cor americana, em cartaz no IMS-RJ de 14 de março a 28 de junho de 2015. Na véspera da abertura, conversou com Thyago Nogueira, curador da exposição, sobre as fotografias que compõem a mostra e o catálogo, tiradas em viagens pelo sul dos EUA, exibindo cenários desolados e encontros fortuitos. Assista ao vídeo da conversa.

 



BLOG DO IMS

William Eggleston, a cor americana
Por Thyago Nogueira
A maior exposição da carreira de William Eggleston reúne 172 obras no IMS-RJ. Em textos feitos para as paredes da mostra, o curador Thyago Nogueira aponta os caminhos que o fotógrafo americano tomou em sua trajetória. O artista se consagrou como um dos maiores nomes da fotografia colorida e grande observador da vida cotidiana dos EUA.

 



REVISTA ZUM

Bastidores da montagem da exposição William Eggleston, a cor americana
Imagens de alguns detalhes da montagem da maior exposição individual do fotógrafo norte-americano já realizada no mundo.

 



REVISTA ZUM

William Eggleston, o inventor da fotografia em cores
Por William Eggleston & Thomas Weski
Em matéria publicada na revista ZUM#2 [abril de 2012], o professor Thomas Weski fala das fotografias da série Chromes, de William Eggleston.

 



REVISTA ZUM

Bastidores da produção do livro-catálogo William Eggleston, a cor americana
Veja fotos dos bastidores da produção do catálogo da exposição William Eggleston, a cor americana, primeira grande mostra individual na América do Sul dedicada ao fotógrafo norte-americano.

 

William Eggleston, a cor americana

Curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS.

Visitação: 14 de março a 28 de junho de 2015

Audioguia gratuito disponível na recepção.



Mais informações em: revistazum.com.br/we

Imagem do alto: detalhe de foto de William Eggleston, do portfólio Los Alamos, 1965-74. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.



EVENTOS


De terça a sábado, às 17h, acontecem visitas mediadas por educadores. Atividade gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.

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Local

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

Mais detalhes

Opening: March 14th at 5 p.m. featuring the artist’s presence, the screening of William Eggleston in the Real World, a documentary film by Michael Almereyda, and the launch of the catalogue. 

More information: http://www.revistazum.com.br/we2

Starting March 14th, Instituto Moreira Salles/Rio de Janeiro presents William Eggleston, American Color, the largest solo exhibition dedicated to American photographer William Eggleston. The exhibit will feature around 170 original photos coming from famous collections including the Museum of Modern Art in New York (MoMA), the Museum of Fine Arts in Houston (MFAH), Eggleston Artistic Trust, Cheim & Read and Victoria Miro galleries.

 


Memphis, 1971. Do livro "Guia de William Eggleston", 1976. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.

 

William Eggleston is one of the most important artists in the history of photography. His vibrant and most famous images depict day-to-day life in small cities and suburbs of the American south, constructing an inventory of American culture in the 1960s and ‘70s. Eggleston opened new ground for photography by combining a focus on the symbols of modernization (roads, cars, supermarkets, billboards, shopping malls, parking lots, fashion), a particular use of color saturation and a diaristic approach while documenting friends, family members and anonymous characters.

 

William Eggleston first found success in 1976, when the influential John Szarkowski, at the time the director of the photography department at MoMA, organized an exhibition of his color photos at the institution. Up until then, black and white photography was the norm. The exhibition, which presented ordinary scenes, a freedom in formal composition and the seductive nature of color – at the time most often seen in amateur and commercial photography–, became the subject of an intense debate in the photography community, and was subjected to harsh criticism. Over the years, however, the exhibition came to be seen as a milestone.

 

Today, Eggleston’s images are among the most celebrated and influential in 20th century photography, with a wide variety of admirers: from photographer Nan Goldin and musician David Byrne to filmmaker Wim Wenders and Brazilian artist Karim Aïnouz. Such movies as Gus Van Sant’s Elephant were notoriously inspired by the photographer’s visual world. Both Van Sant and David Byrne have invited Eggleston to collaborate on projects.

 


Sem título. Da série "Los Alamos", 1965-1968 e 1972-1974. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.

 

William Eggleston, American Color is one of the biggest exhibitions ever done on the photographer and will bring to Brazil for the first time an extensive selection of works from 1960s and ‘70s, considered to be Eggleston’s golden years. One of the rooms will feature many of the photos included in the legendary 1976 exhibition at MoMA. Two other rooms will present the famous portfolio Los Alamos, which resulted from a series of road trips around the Mississippi Delta and all the way to California from 1965 to 1974.

 

The photos on display will include over 150 rare and delicate photographs made through dye-transfer, a near-extinct printing technique, which became the artist’s trademark for allowing him a precise control of color and intense saturation. To those who are already familiar with Eggleston’s work, the exhibition will also feature lesser-known, but still important works from the period. Among them, the formidable set of portraits made on bars and streets with a large format camera in 1974 and known as 5x7, in reference to the size of the film used. A set of five black and white photos, made before Eggleston embraced color definitively, will also be on display. The experimental film Stranded in Canton, shot in black and white in 1973 and 1974, with improvisations, performances and intimate footage of family members and friends in the bars of New Orleans will also be on view.


Sem título, c. 1971-1973. Da série "Troubled Waters", 1980. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.

 

William Eggleston, American Color was curated by Thyago Nogueira, editor of the ZUM magazine and coordinator of contemporary photography for the IMS. The exhibition design was created by Martin Corullon of the firm Metro Associados, and the visual identity was designed by graphic artist Luciana Facchini.

 

The exhibition is accompanied by a catalog with texts by musician David Byrne, writer Geoff Dyer, art critic Richard Woodward and curator Thyago Nogueira, as well as the first Portuguese-language translation of the seminal text by John Szarkowski published in the catalog William Eggleston´s Guide (1976). Available at: lojadoims.com.br

 

About the photographer

 

William Eggleston was born in Memphis, Tennessee in 1939. In 1976, MoMA/NY presented the exhibition Photographs, which set Eggleston reputation as one of the most important photographers of 20th Century. Eggleston won the prestigious Hasselblad Award in 1998 and an Infinity Award from the International Center of Photography in 2004. His work has been the object of numerous books, including William Eggleston´s Guide (1976), Chromes (2011) and Los Alamos revisited (2012). In 2008, the Whitney Museum of American Art held one of the largest retrospectives of his work. In 2002, dOCUMENTA in Kassel displayed a selection of his photos. The Eggleston Artistic Trust, which preserves and disseminates his work, was founded in 1992 in Memphis, where the artist lives and works.

William Eggleston, a cor americana

Curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS.

Visitação: 14 de março a 28 de junho de 2015

Audioguia gratuito disponível na recepção.



Mais informações em: revistazum.com.br/we

Imagem do alto: detalhe de foto de William Eggleston, do portfólio Los Alamos, 1965-74. Eggleston Artistic Trust. Cortesia Cheim & Read, Nova York.



EVENTOS


De terça a sábado, às 17h, acontecem visitas mediadas por educadores. Atividade gratuita e sem necessidade de agendamento prévio.

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Local

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
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Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre
Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

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