Vitrines e fachadas - Dulce Soares (IMS-Poços de Caldas)

A exposição Vitrines e fachadas, dois ensaios paulistanos de Dulce Soares, recupera duas séries realizadas pela fotógrafa em São Paulo: Barra Funda, de 1977, e Vestidos de noiva, de 1978-1979. Para a exposição em Poços de Caldas, acrescentou-se a série Palace Hotel, realizada na cidade em 1974. Os três trabalhos de Dulce Soares, reeditados e exibidos juntos pela primeira vez, fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles.  

Curadoria: Valentina Tong
Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017
Entrada franca.
Local: IMS Poços de Caldas







Exposições

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017.
Entrada franca.

Use #VitrinesFachadasDulceSoares para compartilhar fotografias da exposição.


Imagem no alto: Detalhe de fotografia de Dulce Soares / acervo IMS.

Local

Instituto Moreira Salles - Poços de Caldas

De terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 13h às 19h. 
Entrada franca.

Rua Teresópolis, 90, Jardim dos Estados
CEP 37701-058 - Poços de Caldas/MG
Tel.: (35) 3722-2776

 


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Instituto Moreira Salles – São Paulo
30 de julho a 4 de dezembro de 2016

Vitrines e fachadas
Ensaios de Dulce Soares

 

No início da década de 1970, grandes obras de infraestrutura e a alta especulação imobiliária transformaram a paisagem paulistana. Nesse mesmo período, o conceito de patrimônio histórico no Brasil foi ampliado e passou a incluir o conjunto de elementos urbanos, e não apenas monumentos isolados. Novos órgãos de preservação nas esferas estadual e municipal também foram criados. Em 1976, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo montou a Comissão de Fotografia e Artes Aplicadas.

 

É nesse contexto que se desenvolveu o trabalho da fotógrafa Dulce Soares (Rio de Janeiro, 1943). Em 1977, a Comissão encarregou Dulce de fotografar o bairro da Barra Funda, como parte de um projeto de documentação da cidade, que incluiu também a Estação da Luz, fotografada por Antonio Carlos d’Ávila, e o Brás, registrado por Cristiano Mascaro e Pedro Martinelli. O convite partiu dos fotógrafos Claude Kubrusly e Maureen Bisilliat, que, além de fazerem parte da comissão, coordenavam as atividades da escola de fotografia Enfoco (1968-1976), onde Dulce estudara por dois anos. As fotos da Barra Funda, realizadas em um período de quase um ano, resultaram no ensaio Esquinas, fachadas e interiores,exposto no Masp em 1979 e publicado pela Imprensa Oficial de São Paulo em 1982.

 

Nesse trabalho, Dulce pôs em prática um método de fotografar baseado na repetição e na alternância. Ao destacar elementos tipológicos na paisagem do bairro e organizá-los em séries, a fotógrafa permite compará-los, enfatiza suas particularidades e os apresenta como parte de um contexto. A compreensão da paisagem é ampliada ainda pela alternância entre planos abertos e detalhes, fachadas e interiores.

 

Durante uma de suas caminhadas, já depois de concluir o trabalho da Barra Funda, Dulce deparou-se com a rua São Caetano, via que concentra o comércio de vestidos de noiva na região central de São Paulo. No ensaio Vestidos de noiva, a fotógrafa usa novamente a repetição e a alternância para fotografar as vitrines e os interiores, mulheres e manequins, ateliês de costura e provadores. Ao se aproximar desse universo, ela documentou o sistema de produção dos vestidos de noiva, ao mesmo tempo em que propôs uma reflexão sobre a relação da mulher com o sonho do casamento.

 

Em visita a Poços de Caldas em 1974, hospedada no Palace Hotel, construção da década de 1930, Dulce Soares explorou o majestoso interior do edifício. Na escola de fotografia Enfoco, a fotógrafa mostrou o ensaio a professora Maureen Bisilliat, que reconheceria o surgimento de uma linguagem própria. O olhar direto e a construção seriada foram aprimorados nos anos seguintes, e revelaram-se plenamente em seus dois ensaios mais conhecidos: Barra Funda e Vestidos de noiva.

 

Os três trabalhos de Dulce Soares, reeditados e exibidos juntos pela primeira vez, fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles. 

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017.
Entrada franca.

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Imagem no alto: Detalhe de fotografia de Dulce Soares / acervo IMS.

Local

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De terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 13h às 19h. 
Entrada franca.

Rua Teresópolis, 90, Jardim dos Estados
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Tel.: (35) 3722-2776

 


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30 de julho a 4 de dezembro de 2016

Barra Funda

 

Situada na várzea do rio Tietê, a Barra Funda cresceu às margens das ferrovias Sorocabana e Santos-Jundiaí. Construídas no século XIX, os trilhos dividiram a região em parte alta e baixa, e estimularam a vocação industrial do bairro, que abrigou de pequenas e médias fábricas até o complexo das Indústrias Matarazzo, erguido nos anos 1920. Na década de 1970, como um reflexo do incentivo econômico à indústria automobilística, o bairro recebeu obras viárias de grande porte, como os viadutos Orlando Murgel, Antártica e Pompeia, para transpor as vias férreas, além do Minhocão, elevado cujo trecho oeste atinge a borda do bairro.

 

As caminhadas fotográficas de Dulce Soares reforçam o ponto de vista do pedestre e permitem observar atentamente a cidade, oferecendo um contraponto aos rápidos deslocamentos impulsionados pelas grandes obras viárias que modificaram a região. O trabalho começou com uma pesquisa dos lugares de relevância histórica, e se desdobrou no reconhecimento de certas tipologias construtivas. Dulce expressa maior preocupação com a descrição da paisagem urbana do que com o registro técnico da arquitetura. A pequena câmera de 35 mm dava agilidade para percorrer as ruas e facilitava a troca de objetivas – ainda que a lente grande angular muitas vezes distorcesse a perspectiva.

 

As imagens deste ensaio registram parte da história da Barra Funda por meio da arquitetura. É possível reconhecer as casas de fachadas adornadas, construídas por imigrantes italianos no começo do século XX para a classe média – residências da época áurea do café, que, com a crise de 1929, foram transformadas em pensões e cortiços. Muitos dos edifícios de esquina abrigavam comércio e moradia, o que evidencia a ocupação mista do bairro. Fábricas ainda em funcionamento revelam a resistência ao processo de êxodo das indústrias para outros municípios da Grande São Paulo.

 

Quase 40 anos depois da realização do ensaio, o núcleo fotografado por Dulce não mudou tanto quanto seu entorno, modificado por grandes projetos urbanos e pela especulação imobiliária. Possivelmente por ser constituído de quadras menores, espremidas entre a linha férrea e o Minhocão, o trecho ainda guarda os frontões decorados, as oficinas mecânicas, as estruturas industriais, os interiores suntuosos do Theatro São Pedro e do palacete construído em 1890 na chácara do Carvalho, cujas terras foram loteadas e deram início ao processo de formação do bairro.

 

Fábricas Matarazzo, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Rua Souza Lima x Rua Camerino, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Fábricas Matarazzo, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Rua Brigadeiro Galvão x Rua João de Barros, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Av. Francisco Matarazzo x Dona Germaine Buchard, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Rua Dr. Alfredo de Castro x Rua do Cadete, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Rua da Várzea x Rua Capitão-Mor Gonçalo Monteiro, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Rua João de Barros x Rua Camaragibe, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Rua Conselheiro Brotero x Rua Brigadeiro Galvão , Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

Fábricas Matarazzo, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

 

São Paulo Chic, Barra Funda, 1977. Fotografia de Dulce Soares/Acervo IMS

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017.
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Vestidos de noiva

 

Localizada no bairro da Luz, a rua São Caetano é conhecida também como Rua das Noivas. Dulce fotografou a região entre 1978 e 1979, época em que a via recebia um fluxo intenso de mulheres de diferentes classes sociais, da cidade e do interior paulista.

 

Nas primeiras incursões, a fotógrafa muitas vezes foi expulsa das lojas, suspeita de estar copiando modelos ou acusada de distrair as lojistas que deveriam atrair as noivas que passavam pela rua. Com a ajuda de uma carta de apresentação escrita por Pietro Maria Bardi, então diretor do Museu de Arte de São Paulo, a artista conseguiu continuar a pesquisa e ganhar acesso aos bastidores das lojas, onde ficavam provadores e ateliês de costura. Além da câmera, Dulce levava um gravador, registrando conversas com costureiras e lojistas enquanto fotografava a confecção e as provas de vestidos.

 

O ensaio Vestidos de noiva foi exposto no Masp em 1981 e transformado em livro no mesmo ano. Nesta exposição, como na publicação, as fotografias aparecem ao lado de trechos dos depoimentos colhidos por Dulce e das redações que concorreram ao concurso “O que o casamento representa para mim”, organizado pelo Clube de Lojistas.

 

Os retratos das noivas e das manequins, das costureiras e dos provadores desvelam um sistema de comércio baseado no fetiche. O alto investimento financeiro pretende garantir não apenas o vestido trabalhoso, mas também a realização de uma fantasia que deveria durar pela eternidade. 

 

Vestidos de noiva, 1978-1979. Fotografias de Dulce Soares/Acervo IMS

 

  

  

 

 

 

 

 

 

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017.
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Vídeo

 

Conversas na galeria: Maria Rita Kehl 

Maria Rita Kehl, psicanalista, ensaísta e jornalista, falou sobre a série "Vestidos de noiva", de Dulce Soares, entre as obras da exposição Vitrines e fachadas: dois ensaios paulistanos de Dulce Soares, no Instituto Moreira Salles de São Paulo, em novembro de 2016.

 

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017.
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Sobre Dulce Soares

 

A fotógrafa Dulce Soares (1943) nasceu no Rio de Janeiro, onde frequentou os cursos de gravura no Museu de Arte Moderna e teve seu primeiro contato com a fotografia. Mudou-se para São Paulo em 1964, onde fez cursos na Kodak e estudou na escola Enfoco (1971- 1972). Teve aulas com Claude Kubrusly e Maureen Bisilliat.

 

Nos anos 1970, começou a fotografar profissionalmente, com ensaios sobre a paisagem, na maioria urbanos. Participou da XII Bienal Internacional de São Paulo, em 1975, e da I Trienal de Fotografia, MAM-SP, em 1980.

 

Em 1977, realizou o ensaio Barra Funda, exposto no Museu de Arte de São Paulo (Masp) e editado pela Imprensa Oficial de São Paulo. Em 1978, realizou o ensaio Vestidos de noiva, publicado em 1981. Ambos os ensaios, um total de 1.108 negativos, encontram-se no acervo do Instituto Moreira Salles.

 

Coautora do livro A cidade (Raízes Artes Gráficas, Rhodia), de 1979, Dulce também foi colaboradora das revistas Claudia, Casa Claudia, Vogue, Casa Vogue e Iris. Ganhou o Prêmio Pirelli de Fotografia em 1999. Também foi coordenadora de projetos editoriais nas áreas de arte, arquitetura, urbanismo e meio ambiente. Foi professora de fotografia editorial no Centro de Comunicação e Artes do Senac. Suas obras estão nos acervos do Masp, MAM-SP, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e IMS.

 

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017.
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De terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 13h às 19h. 
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Eventos

 

Visitas mediadas

As visitas agendadas e espontâneas são mediadas por educadores e oferecidas gratuitamente e regularmente no IMS de Poços de Caldas.

 

Visitas agendadas

De terça a sexta, em horário a ser agendado.
Agendar pelo telefone (35) 3722-2776 ou pelo email educativo.pc@ims.com.br

Voltadas para escolas, universidades públicas e privadas e para grupos em geral (a partir de 6 anos de idade) com agendamento prévio.

 

Visitas espontâneas

Terça a sexta, às 14h. Exceto feriados.

Voltadas para grupos em geral (a partir de 6 anos de idade) ou pessoas desacompanhadas, sem necessidade de agendamento prévio. O ponto de encontro é a recepção da casa.

 

Mais informações sobre as visitas

 


 

Eventos anteriores 

 

Abertura da exposição Vitrines e fachadas: dois ensaios paulistanos de Dulce Soares e visita guiada com a artista e a curadora


4 de fevereiro de 2017, sábado, às 19h. Evento gratuito, aberto ao público.
Local: IMS Poços de Caldas

 

Exposição Vitrines e fachadas: dois ensaios paulistanos de Dulce Soares


30 de julho a 4 de dezembro de 2016
Local: IMS São Paulo


Conversa na galeria com Maria Rita Kehl

19 de novembro, sábado, às 16h. Evento gratuito, aberto ao público.


A série Vestidos de noiva (1978-1979) foi o objeto da palestra da psicanalista, ensaísta e jornalista Maria Rita Kehl, autora de livros como Deslocamentos do Feminino e O tempo e o cão - Atualidade das depressões, e membro da Comissão Nacional da Verdade entre 2012 e 2014. Vestidos de noiva é um dos dois ensaios que compõem a mostra Vitrines e Fachadas no IMS-SP - o outro é Barra Funda -, e nele a fotógrafa Dulce Soares registra a rua São Caetano, via que concentra o comércio de vestidos de noiva na região central de São Paulo. Ao se aproximar desse universo, ela documentou o sistema de produção dos vestidos, ao mesmo tempo em que propôs uma reflexão sobre a relação da mulher com o sonho do casamento.


A série Conversas na galeria promove o encontro de críticos, professores e especialistas com o público nos espaços expositivos do IMS, estimulando o debate em contato direto com as obras de arte.


Veja abaixo o vídeo da conversa.

 

Mais informações sobre a conversa na galeria com Maria Rita Kehl

 

Abertura da exposição e visita guiada com a artista e a curadora

30 de julho, sábado, às 11h. Evento gratuito, aberto ao público.

 

 

 

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

Visitação: 4 de fevereiro a 21 de maio de 2017.
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De terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 13h às 19h. 
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30 de julho a 4 de dezembro de 2016

Informações para a imprensa: contatos e release

 

Assessoria de imprensa IMS


Bárbara Giacomet de Aguiar
+55 11 3371-4490
barbara.aguiar@ims.com.br

Bianca Kirklewski
+55 11 3371-4424
comunicacao@ims.com.br


Release da exposição em Poços de Caldas

Em breve.


Release da exposição em São Paulo

A Barra Funda e a Rua das Noivas dos anos 1970 são tema de nova exposição no IMS-SP que apresenta fotografias de Dulce Soares


A partir do dia 30 de julho, o Instituto Moreira Salles de São Paulo exibe Vitrines e fachadas, dois ensaios paulistanos de Dulce Soares, exposição que recupera duas séries realizadas pela fotógrafa Dulce Soares (1943) em São Paulo: Barra Funda, de 1977, e Vestidos de noiva, de 1978-1979. As 160 imagens que compõem a mostra fazem parte do acervo do IMS desde 2003 e são exibidas juntas pela primeira vez. Por ocasião da abertura, acontecerá uma visita guiada, às 11h, com Dulce e a curadora Valentina Tong.

 

O início da década de 1970 foi um momento em que grandes obras de infraestrutura e a alta especulação imobiliária transformaram a paisagem paulistana. Nesse mesmo período, o conceito de patrimônio histórico no Brasil foi ampliado para incluir o conjunto de uma paisagem, e não apenas monumentos isolados. Órgãos de preservação nas esferas estadual e municipal foram criados e, em 1976, a Secretaria de Cultura do Estado criou a Comissão de Fotografia e Artes Aplicadas, com o objetivo de apoiar a realização de ensaios fotográficos em São Paulo. 

 

No ano seguinte, a Comissão convidou Dulce a fotografar o bairro da Barra Funda, como parte de um projeto de documentação da cidade, que incluiu também a Estação da Luz, fotografada por Antonio Carlos d’Ávila, e o Brás, registrado por Cristiano Mascaro e Pedro Martinelli. O convite partiu dos fotógrafos Claude Kubrusly e Maureen Bisilliat, que, além de serem da comissão, coordenavam as atividades da escola de fotografia Enfoco (1968-1976), onde Dulce estudou por dois anos.

 

As caminhadas fotográficas de Dulce pelo bairro reforçam o ponto de vista do pedestre e oferecem um contraponto às grandes obras viárias que transformaram a região. O trabalho começou com uma pesquisa dos lugares de relevância histórica e se desdobrou na descoberta de certas tipologias construtivas. As imagens registram a história do bairro por meio da arquitetura. É possível reconhecer as casas de fachadas adornadas, construídas por imigrantes italianos no começo do século XX para a classe média – residências da época áurea do café que, com a crise de 1929, foram transformadas em pensões e cortiços. Muitas das esquinas abrigavam indústrias, comércio e moradia, o que evidencia a ocupação mista do lugar. A presença de fábricas revela a resistência ao processo de deterioração do bairro, causado pela migração das indústrias para a Grande São Paulo na década de 1970.

 

Nesse trabalho, Dulce elabora seu método baseado na repetição e na alternância. Ao destacar elementos tipológicos na paisagem do bairro e organizá-los em conjuntos, a fotógrafa permite compará-los e enfatizar suas particularidades, ao mesmo tempo que os apresenta como parte de um contexto. As fotos, feitas durante quase um ano, resultaram no ensaio Esquinas, fachadas e interiores,exposto no Masp em 1979 e publicado pela Imprensa Oficial em 1982.

 

No ano seguinte, durante uma de suas caminhadas, Dulce deparou com a rua São Caetano, via que concentra o comércio dos vestidos de noiva na região central de São Paulo, e por isso conhecida como “Rua das Noivas”. No ensaio Vestidos de noiva, Dulce usa novamente a repetição e a alternância para fotografar fachadas e interiores, mulheres e manequins, ateliês de costura e provadores. Ao se aproximar desse universo, Dulce faz um documento do sistema de produção dos vestidos de noiva e uma reflexão sobre a relação entre a mulher e o sonho do casamento.

 

No início das incursões, a fotógrafa muitas vezes foi expulsa das lojas, suspeita de querer copiar modelos ou acusada de distrair as lojistas que deviam atrair as noivas que passavam pela rua. Com a ajuda de uma carta de apresentação escrita por Pietro Maria Bardi, diretor do Museu de Arte de São Paulo na época, a artista conseguiu aprofundar a pesquisa e ganhar acesso aos bastidores – os provadores e ateliês de costura que ficavam no fundo das lojas. Além da câmera, Dulce levava também um gravador e registrava as conversas com costureiras e lojistas enquanto fotografava a confecção e as sessões de prova de vestidos. O ensaio Vestidos de noiva foi exposto no Masp em 1981 e transformado em livro no mesmo ano.

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

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Mais sobre Dulce Soares

 



REVISTA ZUM

Jorge Bodanzky conversa com Dulce Soares, Maureen Bisilliat e Cristiano Mascaro

Por Jorge Bodanzky
O cineasta Jorge Bodanzky conversou com os fotógrafos Dulce Soares, Maureen Bisilliat e Cristiano Mascaro sobre as imagens da exposição Vitrines e fachadas: dois ensaios paulistanos de Dulce Soares. Feitas no final da década de 1970, as séries apresentam as tipologias arquitetônicas da Barra Funda e as lojas de vestidos da Rua das Noivas, em São Paulo.

 



REVISTA ZUM

Barra Funda e Vestidos de noiva: histórias dos ensaios e making of da exposição

Por Valentina Tong
Na série Barra Funda, Dulce percorreu a pé o tradicional bairro paulistano, ressaltando a perspectiva do pedestre em contraponto às grandes obras viárias que transformavam a paisagem urbana da época. Em Vestidos de noiva, a fotógrafa desenvolveu uma pesquisa sobre o sistema de produção dos vestidos, revelando as aspirações que envolvem o sonho do casamento. Veja também o making of da exposição Vitrines e fachadas, dois ensaios paulistanos de Dulce Soares. 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Arquitetura de ruas e sonhos

De um lado, a arquitetura urbana, concreta, revelada em conjuntos de casas. De outro, a arquitetura de sonhos que ganham forma em delicadas vitrines, tecidos e rendas de vestidos de casamento. Em comum, o olhar aguçado da fotógrafa Dulce Soares sobre duas áreas de São Paulo, registradas no final dos anos 1970: a Barra Funda em plena era de expansão e especulação imobiliária da capital, e a Rua São Caetano, mais conhecida como Rua das Noivas. 

 



BLOG DO IMS

Mulheres

No Dia Internacional da Mulher, o Instituto Moreira Salles apresentou um painel de mulheres retratadas no século XX por grandes fotógrafos e fotógrafas.

 

 

ACERVOS IMS

Acervo Dulce Soares no IMS

 

Vitrines e fachadas, ensaios de Dulce Soares

Curadoria: Valentina Tong

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Exposições

O mapa de Von Martius (IMS-RJ)

O mapa de Von Martius (IMS-RJ)

Otto Stupakoff: beleza e inquietude (IMS-RJ)

Otto Stupakoff: beleza e inquietude (IMS-RJ)

Anri Sala: o momento presente (IMS-RJ)

Anri Sala: o momento presente (IMS-RJ)

Millôr: obra gráfica (IMS-RJ)

Millôr: obra gráfica (IMS-RJ)

Meus caros amigos - Augusto Boal - Cartas do exílio (IMS-RJ)

Meus caros amigos - Augusto Boal - Cartas do exílio (IMS-RJ)

Modernidades fotográficas, 1940-1964 (IMS-RJ)

Modernidades fotográficas, 1940-1964 (IMS-RJ)

Do arquivo de um correspondente estrangeiro: fotografias de Luciano Carneiro (IMS-Poços de Caldas)

Do arquivo de um correspondente estrangeiro: fotografias de Luciano Carneiro (IMS-Poços de Caldas)

O Paço, a praça e o morro (Paço imperial - RJ)

O Paço, a praça e o morro (Paço imperial - RJ)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-Poços de Caldas)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-Poços de Caldas)

A rua de minha infância (IMS-Poços de Caldas)

A rua de minha infância (IMS-Poços de Caldas)

O olhar que pensa o desenho (IMS-Poços de Caldas)

O olhar que pensa o desenho (IMS-Poços de Caldas)

No meio do Rio, entre as árvores: a Amazônia de Jorge Bodanzky (MIS-SP)

No meio do Rio, entre as árvores: a Amazônia de Jorge Bodanzky (MIS-SP)

Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention (Paris - MEP)

Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention (Paris - MEP)

Haruo Ohara: Fotografias (Japão)

Haruo Ohara: Fotografias (Japão)

Rio, papel e lápis (IMS-RJ)

Rio, papel e lápis (IMS-RJ)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS - Poços de Caldas)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS - Poços de Caldas)

Fotografia de domingo (IMS - Poços de Caldas)

Fotografia de domingo (IMS - Poços de Caldas)

A viagem das carrancas (IMS-RJ)

A viagem das carrancas (IMS-RJ)

Marcel Gautherot – o jubileu no santuário (Tiradentes - MG)

Marcel Gautherot – o jubileu no santuário (Tiradentes - MG)

Claudia Andujar: no lugar do outro (IMS-RJ)

Claudia Andujar: no lugar do outro (IMS-RJ)

Rio: primeiras poses (IMS-RJ)

Rio: primeiras poses (IMS-RJ)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-SP)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-SP)

Face andina - fotografias de Martín Chambi (IMS - Poços de Caldas)

Face andina - fotografias de Martín Chambi (IMS - Poços de Caldas)

Emancipação, inclusão e exclusão (IMS - Poços de Caldas)

Emancipação, inclusão e exclusão (IMS - Poços de Caldas)

Arvoressências (IMS-Poços de Caldas)

Arvoressências (IMS-Poços de Caldas)

William Eggleston, a cor americana (IMS-RJ)

William Eggleston, a cor americana (IMS-RJ)

Modernidades: fotografia brasileira 1940-1964 (Círculo de Belas-Artes de Madri - Espanha)

Modernidades: fotografia brasileira 1940-1964 (Círculo de Belas-Artes de Madri - Espanha)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS-SP)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS-SP)

Geraldo de Barros e a fotografia (Sesc Belenzinho - SP)

Geraldo de Barros e a fotografia (Sesc Belenzinho - SP)

Olhar e desenhar (IMS Poços de Caldas)

Olhar e desenhar (IMS Poços de Caldas)

Um passeio pelo Rio (IMS-RJ)

Um passeio pelo Rio (IMS-RJ)

Geraldo de Barros e a fotografia

Geraldo de Barros e a fotografia

Face andina - fotografias de Martín Chambi

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Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

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A fotografia como investigação do ver

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Flieg fotógrafo (MAC - SP)

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O Estúdio Fotográfico Chico Albuquerque

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Em 1964

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Thomaz Farkas: Memórias e descobertas

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Richard Serra: desenhos na casa da Gávea

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São Paulo, fora de alcance
Fotografias de Mauro Restiffe

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Araújo Porto-Alegre: singular & plural

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Jacques Henri Lartigue - A vida em movimento

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Marc Ferrez: mestre da fotografia do século XIX

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São Paulo contemporânea por Cristiano Mascaro

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Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do IMS

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Robert Polidori: Fotografias

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Artur Pereira: Esculturas

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Anna Mariani: pinturas e platibandas

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Charles Landseer: Desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil

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As construções de Brasília

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Fred Sandback - O espaço nas entrelinhas

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Video portraits de Robert Wilson

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Saul Steinberg: As aventuras da linha

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Mira Schendel, pintora

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Raphael e Emygdio: Dois modernos no Engenho de Dentro

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William Kentridge: Fortuna

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Lugar nenhum

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