Marcel Gautherot - Brasil: tradição, invenção (Paço Imperial - RJ)

Exposição

A exposição Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção é a maior mostra das obras do fotógrafo francês já exibida no Brasil. Com curadoria de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, a exposição fica em cartaz no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, de 14 de junho a 20 de agosto de 2017. A mostra revela a profundidade com que Gautherot documentou as especificidades geográficas e culturais brasileiras.

As fotografias fazem parte do acervo do IMS e a realização da exposição é uma parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Centro Cultural Paço Imperial. A exposição apresenta mais de 300 imagens, representativas de diversidade temática e da qualidade estética desenvolvida por Gautherot ao longo de sua carreira no Brasil. 

A atividade integra as comemorações dos 80 anos de criação do Iphan e da institucionalização da política de proteção do patrimônio cultural brasileiro.

 

Apresentação

Sobre o fotógrafo

Textos da exposição

Seleção de fotografias

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Livro-catálogo

Eventos

Contatos da assessoria de imprensa

Mais sobre Marcel Gautherot

 


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Apresentação

 

Marcel Gautherot (1910-1996), fotógrafo francês que viveu a maior parte de sua vida no Brasil, produziu extensa documentação fotográfica sobre o país. Viajando por todo o território brasileiro, construiu uma obra de extraordinária qualidade estética nos dois domínios que privilegiou − a fotografia etnográfica e a fotografia de arquitetura.

Parisiense, filho de pai operário e mãe costureira, aos quinze anos ingressou no curso noturno da École Nationale Supériore des Arts Décoratifs, começando a trabalhar com design e arquitetura de interiores. Na década de 1930, atuou como arquiteto e fotógrafo no Museu do Homem, em Paris. Conviveu e colaborou com os integrantes da agência fotográfica Alliance Photo, como René Zuber, Emeric Feher, Pierre Boucher e Pierre Verger. Em 1936, viajou a serviço do museu para o México e, em 1939, para a região norte do Brasil (Amazônia e Pará). Com a eclosão da guerra na Europa, serviu o exército francês em Dacar e, depois do armistício, retornou ao Brasil, estabelecendo-se em definitivo como fotógrafo no Rio de Janeiro.

Na então capital do país, Gautherot logo formou um círculo de relacionamentos que lhe permitiu inserir-se rapidamente num meio de intelectuais e artistas semelhante ao que frequentara na década anterior na França. Nomes como Rodrigo Melo Franco de Andrade, Carlos Drummond de Andrade e Lucio Costa - reunidos no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), criado em 1937, vinculavam a preservação do patrimônio colonial brasileiro à consolidação da arquitetura moderna no Brasil e à construção de uma nova identidade nacional. Junto a colaboradores como o escritor Mário de Andrade, estavam alinhados com a ideia de uma nova política de patrimônio, que intencionava se integrar à reflexão sobre a história da cultura brasileira.

A formação de Marcel Gautherot como arquiteto decorador e sua experiência museográfica levaram Lucio Costa a incumbi-lo, ainda no início dos anos 1940, de organizar o acervo e a exposição permanente de estatuária do recém-constituído Museu das Missões, no Rio Grande do Sul. A partir de então Gautherot tornou-se um colaborador permanente do Sphan e percorreu todo o país fotografando edifícios históricos, festas populares, danças, artesanato e atividades folclóricas de diversos estados brasileiros, principalmente da região Nordeste. Estes trabalhos o levaram também a atuar junto à Comissão Nacional do Folcore (criada em 1947) e à Campanha de Defesa do Folclore Nacional (lançada em 1958), ambas capitaneadas pelo historiador Edison Carneiro.

Ao mesmo tempo, tornava-se o principal fotógrafo da arquitetura moderna no país, dedicando-se em especial ao registro dos grandes projetos de Oscar Niemeyer, como o conjunto arquitetônico da Pampulha e a construção de Brasília. Com Niemeyer manteve uma estreita e duradoura amizade e colaboração, marcada por afinidades estéticas e políticas, em uma relação muito semelhante à colaboração do fotógrafo Lucien Hervé com Le Corbusier. Com Burle Marx Gautherot estabeleceria uma colaboração igualmente de décadas, registrando extensivamente as principais obras do grande mestre do paisagismo brasileiro.

A obra de Gautherot desempenhou um papel fundamental na construção de um imaginário brasileiro. Seu grande projeto documental - realizado ao longo de mais de cinqüenta anos de atividade no Brasil até o seu falecimento no Rio de Janeiro em 1996 e cristalizado em imagens icônicas que integram seu acervo de mais de 25.000 fotografias, hoje preservadas no Instituto Moreira Salles - mapeou, documentou e interpretou a trama de território, tradição e invenção que deu forma ao Brasil moderno.

Esta exposição retrospectiva de Marcel Gautherot, realizada durante as comemorações dos 80 anos do IPHAN no Paço Imperial do Rio de Janeiro, edifício símbolo da luta pela preservação do patrimônio brasileiro, constitui importante homenagem ao seu profundo legado no campo da fotografia, promovendo, simultaneamente, o reencontro de sua obra com as origens e os protagonistas deste projeto patrimonial tão essencial para o país e sua cultura.

 

Instituto Moreira Salles

   


 

Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção

Curadoria: Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi
14 de junho a 20 de agosto de 2017
Visitação de terça a domingo, das 12h às 19h
Paço Imperial Rio de Janeiro
Entrada gratuita

 


 

MAIS


Acervo Marcel Gautherot no IMS

 

Exposições

Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção

Curadoria: Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi

Visitação: 14 de junho a 20 de agosto de 2017

Entrada franca

Use #ExpoGautherot para compartilhar fotografias da exposição.




Imagem no alto: Congresso Nacional. Brasília, DF, Brasil, c.1960. Detalhe de fotografia de Marcel Gautherot
 / Acervo IMS

Local

Paço Imperial, Rio de Janeiro

Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2215-2093

Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h. 

Sobre Marcel Gautherot

 

Gautherot viveu a maior parte de sua vida no Brasil e trabalhou com nomes fundamentais da cultura brasileira, como Rodrigo Melo Franco e Lucio Costa, no Serviço Nacional do Patrimônio (Sphan); Edison Carneiro, na Comissão Nacional de Folclore; Oscar Niemeyer, fotografando os principais projetos do arquiteto, incluindo a construção de Brasília; e Roberto Burle Marx, documentando seus projetos de paisagismo mais importantes.



Marcel Gautherot documentando carrancas nas proas dos barcos do rio São Francisco, 1946. Bom Jesus da Lapa, Bahia, Brasil. Fotografia de Pierre Verger / acervo IMS

 


 

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Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção

Curadoria: Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi

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Imagem no alto: Congresso Nacional. Brasília, DF, Brasil, c.1960. Detalhe de fotografia de Marcel Gautherot
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Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2215-2093

Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h. 

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Textos da exposição

 

Amazônia

Aquiraz e ver-o-peso

Arquitetura e paisagismo

Bahia

O barroco mineiro

Cultura popular

México

Cronologia de Gautherot
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Amazônia


Na sua primeira passagem pelo Brasil, em 1939, ainda a serviço do Museu do Homem, Marcel Gautherot se embrenhou pela Amazônia. A mata impenetrável e o conflito visual causados pelo encontro das águas com a floresta virgem foram um desafio para o fotógrafo, que voltaria à região inúmeras vezes. Para ultrapassar a densa barreira vegetal − e também visual −, Gautherot penetrou na floresta pelos igapós, deixando-se envolver por folhas, cipós, ondulacões e reflexos, num jogo quase abstrato de luz e sombra. A figura humana aparece, quase sempre, sutilmente inserida nesse universo, do morador ribeirinho e o pescador aos índios assurini em seu primeiro contato com o mundo exterior.

Dialogando com o movimento construtivo e até mesmo com o concretismo brasileiro, as imagens não deixam de cultivar uma certa paciência do olhar, uma espera calada e um profundo vínculo com o mundo sensível e humano que convive com a paisagem. Sua extensa documentacão registra as moradias ribeirinhas (palafitas), os mercados flutuantes, o transporte de produtos e pessoas em pequenas embarcacões, símbolos da vida ribeirinha dos habitantes da floresta e dos moradores da periferia de Manaus, capital do estado do Amazonas.

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Aquiraz e ver-o-peso


A afirmação de Le Corbusier de que “a arquitetura é o jogo sagaz, correto e magnífico dos volumes reunidos sob a luz”, bem como seu entendimento da “luz como base da arquitetura”, certamente tornaram-se conceitos fundamentais para Marcel Gautherot nos seus anos de formação como arquiteto e como fotógrafo na Paris dos anos 1930. A luz e sua interpretação, como elementos modeladores e estruturantes das decisões formais e estéticas, tanto na arquitetura como na fotografia, acompanhariam, portanto, Gautherot ao longo de toda a sua carreira.
No Brasil, Gautherot afirmaria que "fotografia é arquitetura”, e que uma pessoa que não entendesse de arquitetura dificilmente seria capaz de realizar uma boa fotografia. Duas séries produzidas por Gautherot no Norte e Nordeste brasileiro, uma no mercado Ver-o-Peso, em Belém do Pará, outra na praia de Aquiraz, na costa do estado do Ceará, evidenciam sua vinculação profunda com os conceitos descritos acima. Nessas séries, a luz da costa brasileira e os elementos geométricos das velas das embarcações conduzem o próprio trabalho de documentação, associando elementos formais e geométricos a uma fotografia que é também de forte viés humanista. Gautherot registra os trabalhadores em suas atividades diárias, no mercado Ver-o-Peso e na pesca em alto-mar dos jangadeiros de Aquiraz, em imagens conscientemente estruturadas dentro do campo de enquadramento de sua Rolleiflex. É, portanto, esta consciência clara de Gautherot – da forma como elemento estruturante da narrativa em seus extensos projetos documentais – que caracteriza sua carreira de cinco décadas no Brasil, e o que, em última instância, estabelece a unidade entre seus trabalhos de vertente etnográfica e os de documentação da arquitetura moderna.

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Arquitetura e paisagismo


A chegada de Marcel Gautherot ao Rio de Janeiro coincidiu com o melhor momento da arquitetura moderna no Brasil. A partir da década de 1940, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Roberto Burle Marx, Affonso Eduardo Reidy e Olavo Redig de Campos entre outros, deram início a um movimento de renovação criativa que logo se faria sentir na paisagem urbana — o exemplo emblemático era a sede do Ministério da Educação e Saúde Pública, no Rio de Janeiro, que teve Le Corbusier como consultor – e que culminaria com a construção de Brasília, inaugurada em 1960. Gautherot logo criou laços de amizade e de trabalho com toda essa geração, fotografando projetos como o Conjunto Arquitetônico da Pampulha de Niemeyer, o Museu de Arte Moderna de Reidy ou os jardins de Burle Marx. Foi por meio de Niemeyer e de Lucio Costa que Gautherot pôde, anos mais tarde, gozar de livre acesso a todos os estágios da construção de Brasília, quando realizou seu mais vasto projeto de documentação arquitetônica.

Gautherot estampou inúmeras fotografias na revista Módulo, editada por Niemeyer, e muitos de seus registros das obras do arquiteto tiveram grande difusão em periódicos internacionais de arquitetura. Suas fotografias também estamparam as principais publicações internacionais sobre arquitetura moderna e paisagismo no Brasil editadas nos anos 1940 e 1950 e fizeram parte de importantes exposições. Em setembro de 1962, 90 fotografias de Gautherot e de Michel Aertsens integraram uma exposição itinerante de arquitetura brasileira organizada pelo Ministério das Relações Exteriores, que passaria por várias capitais da Europa. Em 1979, a grande exposição retrospectiva de Oscar Niemeyer realizada no Centro Georges Pompidou, em Paris, foi ilustrada com suas fotos.

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Bahia


Publicado na França em 1938, com o título Bahia de tous-les-saints, o romance Jubiabá, de Jorge Amado, despertou o interesse de Marcel Gautherot pelo Brasil. O retrato do cotidiano da Bahia, presente em toda a obra de Amado, encantou o fotógrafo francês que realizou o mais denso registro visual da Bahia nas décadas de 1940 a 1960. O Rio São Francisco, o Recôncavo Baiano e a cidade de Salvador foram intensamente fotografados por Gautherot.
Considerada por muitos uma síntese da cultura brasileira, a Bahia revela traços marcantes da história da colonização portuguesa de caráter extrativista, caracterizada pelo regime de escravidão africana. Essas marcas do passado colonial e escravocrata distribuíam-se da costa ao interior, dos saveiros, do casario e das festas religiosas sincréticas da cidade de Salvador à romaria de Bom Jesus da Lapa, no rio São Francisco, e a suas tradicionais embarcações de transporte fluvial, protegidas por excepcionais figuras de proa – as carrancas.
Gautherot compreendeu que o processo de modernização do Brasil no período pós-guerra iria alterar profundamente a economia e a cultura do país. E foi na Bahia que ele produziu o registro territorial e cultural mais abrangente desse momento que precede a entrada do Brasil numa modernidade tardia e desigual, baseada na industrialização e na urbanização dos grandes centros do Sul e Sudeste, e na ocupação do Centro-Oeste, com a construção de Brasília.

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O barroco mineiro


Quando a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, foi elevada à categoria de Monumento Nacional, em 1933, o valor simbólico do barroco mineiro na construção da identidade nacional brasileira passou a ser reconhecido. Este feito foi um dos principais propulsores da criação, quatro anos depois, do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), com sede no Rio de Janeiro. Marcel Gautherot passa a colaborar com o órgão logo depois de se estabelecer no Brasil, em 1940, e se identificou integralmente com os ideiais do grupo que então se esforçava para repensar o patrimônio do país.
A partir do trabalho no Museu das Missões, que realizou a partir de convite de Lúcio Costa, Gautherot tornou-se um colaborador permanente do Sphan e dedicou-se em especial à documentação do barroco mineiro. Dentre essas séries destaca-se o registro minucioso da obra de Aleijadinho, em Congonhas, onde estão suas esculturas mais marcantes: os profetas do santuário de Bom Jesus de Matosinhos.

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Cultura popular


Durante toda sua carreira, Marcel Gautherot percorreu diversos estados brasileiros, principalmente no Nordeste, para registrar festas populares, danças, artesanato e atividades folclóricas. Os trabalhos que realizou para o Sphan o levaram naturalmente a atuar junto à Comissão Nacional do Folcore (criada em 1947) e à Campanha de Defesa do Folclore Nacional (lançada em 1958), ambas capitaneadas pelo historiador Edison Carneiro. Com os anos, produziu um acervo documental riquíssimo, com destaque para as séries extensas sobre o bumba meu boi do Maranhão e a Festa do Guerreiro de Alagoas.
Em mãos pouco hábeis, o tema seria um convite à foto posada, rígida, apta a revelar detalhes objetivos de vestimentas, adereços, instrumentos — e pouco mais. Fiel ao que aprendera no Museu do Homem, Gautherot não descuidava de nada disso, e suas imagens são fonte de muita informação preciosa. Mas o que salta à vista é seu caráter dinâmico, quase narrativo, voltado para a festa como ação.
O engajamento de Gautherot com a cultura popular remonta a seus anos de formação na França, em especial aos anos em que a Frente Popular chegou ao poder, como indica Michel Frizot no texto do catálogo que acompanha esta exposição. A chegada da esquerda socialista ao poder, entre 1936 e 1938, e as medidas com viés humanista, como as férias remuneradas e a redução da jornada de trabalho, influenciaram o grupo ligado ao Museu do Homem, do qual Gautherot fazia parte. Esse contexto certamente influenciou sua formação como fotógrafo documentarista e etnográfico, que atingirá sua maturidade nos trabalhos sobre a cultura popular.

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México


Marcel Gautherot declarou em uma entrevista que a fotografia surgiu, antes de tudo, do seu desejo de viajar. No final da década de 1930 ele partiu para uma visita ao México a serviço do Museu do Homem. O país era um dos destinos que mais atraíam a atenção de intelectuais, artistas e fotógrafos franceses, como Henri Cartier-Bresson, André Breton e Pierre Verger. Gautherot fotografou as diversas regiões e culturas do país, onde permaneceu até o início de 1937.
Durante sua estada, fotografou objetos e artefatos pré-colombianos, além de registrar o trabalho e a vida da população mexicana, e também visitou a fazenda onde Sergei Eisenstein filmava Que Viva México!. As imagens que produziu no México receberam significativa atenção na França e na Europa, e muitas de suas fotografias foram incluídas em diversas publicações do final dos anos 1930.
Na viagem, conheceu Manuel Álvarez Bravo, que se tornaria um de seus fotógrafos de referência. A relação de Gautherot com a luz mexicana − tão presente na obra de Álvarez Bravo −, ecoará nos trabalhos do fotógrafo francês de documentação dos lugarejos do interior e da costa brasileira.

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Cronologia de Gautherot

> Anos 1910
> Anos 1920
> Anos 1930
> Anos 1940
> Anos 1950
> Anos 1960
> Anos 1970
> Anos 1980
> Anos 1990
> Anos 2000
> Anos 2010

 

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Anos 1910


1910

Em meio às comemorações pela passagem do dia 14 de julho, nasce em Paris, na rua Bonaparte, Marcel André Félix Gautherot.

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Anos 1920


1925

Com apenas 15 anos, ingressa no curso noturno de arquitetura da École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, em Paris e começa a trabalhar como auxiliar de arquiteto.

 

1929

Junto com Jacques Azema e outros alunos da École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs de Paris, participa de concurso promovido pela empresa austríaca Thonet-Mundus para a criação de móveis e cadeiras.

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Anos 1930


1936

Participa de projetos ligados ao Museu de Etnografia do Trocadero (MET) e, posteriormente, da construção e instalação do Museu do Homem, no Palais Chaillot, na função de arquiteto de interiores, em conjunto com os arquitetos Robert Pontabry e Claude Laurens, sob a direção de Paul Rivet e Jacques Soustelle. Documentando as peças do museu, começa a dedicar-se à atividade da fotografia e desenvolve técnicas de laboratório.

Em meados de 36, após assistir ao filme Que Viva Mexico!, de Serguei Eisenstein, parte para o México com cartas de recomendação de Soustelle e do Museu do Homem. Realiza o registro fotográfico de objetos de arte pré-colombiana do Museu Nacional do México e fotografa na fazenda Tetlapayac, onde Eisenstein havia realizado seu filme. Conhece o fotógrafo mexicano Manuel Álvarez Bravo e sua mulher, Lola.

 

1937

Em Paris, frequenta o meio artístico e intelectual e faz amizade com Jacques Prévert, Pierre Verger e outros. É neste período que lê Jubiabá, de Jorge Amado (em francês Bahia de Tous les Saints), livro que desperta seu interesse pelo Brasil.

 

1938

Suas fotografias do México são publicadas nas revistas Cahiers d’Art, e na Voilà, no artigo “La Race des Hommes Perdus. Ao ver as imagens da Cahiers d’Art, Picasso solicita aos editores da revista um conjunto de cópias das fotografias de Gautherot.

 

1939

Cativado pela leitura de Jorge Amado, parte para o Brasil, com a ideia de subir o Amazonas e concluir viagem no Rio de Janeiro, em pleno carnaval. Viaja pelo Recife, Belém e interior do Amapá. Entra na floresta rumo à foz do rio Paru, fotografando a Amazônia.

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Anos 1940


1940

Com o início da Segunda Guerra Mundial, Gautherot é mobilizado e embarca para Dakar, Senegal, onde serve o exército por apenas alguns meses, como desenhista da seção de engenharia. Com o primeiro armistício, é liberado e retorna ao Brasil ainda no final do ano. Estabelece-se definitivamente no Rio de Janeiro, onde logo aproxima-se dos artistas e intelectuais modernistas.

Apresenta-se no recém-criado SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atual IPHAN), carregando consigo fotografias feitas na Grécia. Aproxima-se do arquiteto Lucio Costa e de Rodrigo Melo Franco de Andrade, diretor da instituição, para a qual começa a realizar trabalhos de documentação. O primeiro é no Rio Grande do Sul: além do registro fotográfico, colabora na disposição das peças do Museu das Missões, projetado por Lucio Costa.

 

1941/1946

Junto aos fotógrafos franceses Pierre Verger e Antoine Bon, fotografa as mais diversas regiões do Brasil: a arquitetura colonial e moderna do Rio de Janeiro, o Espírito Santo, imagens da vida rural no sul: colheitas de café (Itaquera/SP) e estâncias de gado (RS). Vai também à Bahia, ao Baixo São Francisco, Penedo (AL) e Pernambuco. O resultado é publicado no livro Brésil.

Fotografa, também para o SPHAN, as obras de Aleijadinho em Congonhas do Campo: os profetas e os Passos da Paixão, as capelas votivas antes e depois da redisposição das peças realizada sob a coordenação de Alcides Rocha Miranda e Lygia Martins Costa.

Conhece Carybé e hospeda-o, juntamente com Verger, em seu apartamento no Rio. Aproxima-se também nesse período de Oscar Niemeyer e de Roberto Burle Marx, ao fotografar o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte.

 

1947

Percorre do Recife ao Amazonas, sempre fotografando. Suas fotos das figuras de proas de barcos do São Francisco são publicadas na revista O Cruzeiro, contribuindo de maneira decisiva para a divulgação e valorização destas imagens, que a partir de então se tornariam definitivamente conhecidas como carrancas.

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Anos 1950


1948-50

Conhece Edison Carneiro, ativo militante do movimento folclorista, e aproxima-se do projeto de pesquisa e documentação da Comissão Nacional de Folclore, criada em 47. Registra aspectos do folclore nacional viajando por sua conta pelo Brasil, e como convidado para os encontros anuais conhecidos como “Semanas do Folclore”. Entre outros trabalhos, realiza abrangente ensaio do Bumba-meu-boi no Maranhão e do Reisado em Alagoas, das Cavalhadas, do Carnaval, do Círio de Nazaré, do Alardo e da festa dos Guerreiros.

 

1951

Jacques Prévert publica Spectacle pela editora Gallimard de Paris, no qual inclui o amigo Marcel Gautherot como autor da seguinte citação: “Au Brésil, j’ai voulu abattre toute une fôret pour faire le portrait du seul arbre que me plaisait”.

 

1957

Gautherot participa da exposição “Danses et Théatre Populaires du Brésil”, na Casa Sarah Bernhard, em Paris. É o principal fotógrafo da exposição de arte popular e folclore, apresentando fotos de temas como Bumba-meu–boi, a Procissão dos Navegantes e a do Senhor do Passos, guerreiros, caboclinhos, carrancas, festas, ritos tradicionais e igrejas da Bahia.

 

1958/1960

Grandes painéis fotográficos com imagens do Brasil assinadas por Marcel Gautherot integram o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional de Bruxelas.

Viaja diversas vezes a Brasília e realiza ampla cobertura fotográfica da construção da nova capital projetada por Lucio Costa e Oscar Niemeyer, por encomenda deste. Várias destas fotos são publicadas na revista Módulo, fundada e dirigida por Niemeyer. 

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Anos 1960


1961

Por iniciativa de Edison Carneiro, é lançada, em setembro, a Revista Brasileira do Folclore, cujo primeiro número traz na capa uma foto do bumba-meu-boi maranhense assinada por Marcel Gautherot, que se tornaria colaborador assíduo da revista a partir de então. A Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro prevê ainda a edição de um álbum, não realizado, com suas imagens dos folguedos regionais.

 

1962

Continua fotografando intensamente Brasília após sua inauguração, em 1960. No total, reúne cerca de 7000 negativos, que compreendem o Catetinho, o Congresso Nacional, os Palácios da Alvorada, Itamaraty, Planalto e Justiça, o Teatro Nacional, a UnB, entre outras obras. Várias destas fotos integram exposição realizada no Grand Palais, em Paris.

Segue viajando pelo Brasil, realizando documentação fotográfica para a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, sob a direção de Edison Carneiro, trabalho que se encerraria somente com a morte deste, em 1972.

Documenta extensamente as obras de urbanização do Parque do Aterro do Flamengo, no Rio, projeto de Affonso Eduardo Reidy e Roberto Burle Marx, dirigido por Lota de Macedo Soares.

 

1965

Marcel Gautherot transfere seu laboratório fotográfico para um anexo do escritório de Burle Marx, em Laranjeiras, espaço que ocuparia até falecer.


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Anos 1970


1970/1972

Fotografa grande parte da coleção de arte popular brasileira de seu amigo e também designer francês Jacques Van de Beuque, coleção esta que constitui o acervo do atual Museu do Pontal, no Rio. Num  estúdio improvisado dentro da própria galeria de exposições, realiza cerca de 600 fotos, principalmente de ex-votos.

 

1973

O Departamento de Cooperação Cultural e Divulgação do Ministério das Relações Exteriores encomenda a Gautherot 30 álbuns com 348 fotografias sobre temas culturais brasileiros, para serem distribuídos às principais embaixadas brasileiras. As fotos são escolhidas do seu arquivo pelo embaixador Wladimir Murtinho.

 

1979

Fotografias de Marcel Gautherot integram a grande exposição retrospectiva de Oscar Niemeyer realizada no Centro Georges Pompidou, em Paris, e depois levada para Florença (Igreja de Santa Croce), Veneza (Palazzo Grassi) e Lugano.

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Anos 1980


1986

O Cônsul Geral da França no Rio de Janeiro, André Cira, indica Marcel Gautherot para receber o Grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, ressaltando sua contribuição para a irradiação da cultura francesa. No mesmo ano, Marcel Gautherot e Pierre Verger recebem, pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Prêmio Golfinho de Ouro na categoria Fotografia.

Gautherot passa a dedicar-se exclusivamente à organização do seu arquivo fotográfico.

 

1987

Marcel Gautherot recebe a medalha comemorativa Rodrigo M. F. de Andrade (SPHAN 1937 – 1987) da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

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Anos 1990


1995

É inaugurada sua primeira exposição individual, na Casa França-Brasil, no Rio, com lançamento simultâneo do livro Bahia: Rio São Francisco, Recôncavo e Salvador, com apresentação e notas de Lélia Coelho Frota.

 

1996

Em 8 de outubro, Marcel Gautherot falece no Rio de Janeiro.

 

1999

O acervo fotográfico de Marcel Gautherot, composto por cerca de 25 mil imagens, entre negativos, positivos e folhas de contato, é adquirido pelo Instituto Moreira Salles.

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Anos 2000


2001

O IMS publica o livro O Brasil de Marcel Gautherot e abre exposição de mesmo nome em sua sede no Rio de Janeiro.

 

2007

O Museu de Arte Brasileira, da FAAP, inaugura a exposição O olho fotográfico - Marcel Gautherot e seu tempo, fruto de extensa investigação das pesquisadoras Heliana Angotti-Salgueiro e Lygia Segala. Acompanha a exposição um abrangente livro de mesmo nome.

 

2009

Com organização de Samuel Titan Jr. e de Milton Hatoum, o IMS publica o livro Norte e abre exposição em sua sede de São Paulo com fotografias feitas por Gautherot na Amazônia e no Pará.

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Anos 2010


2010

Em comemoração aos 50 anos da inauguração da capital, o IMS publica Brasília, de Marcel Gautherot e abre a exposição "As construções de Brasília", com fotografias de Gautherot, Thomaz Farkas e Peter Scheier e curadoria de Heloisa Espada.

 

2013

É inaugurada no Museum für Fotografie, em Berlim, a exposição Brasiliens Moderne, com curadoria de Samuel Titan Jr. e Ludger Derenthal, e fotografias de Marcel Gautherot, José Medeiros, Thomaz Farkas e Hans Gunter Flieg. A exposição segue para a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, para a Fondation Calouste Gulbenkian, em Paris, e para o Círculo de Belas-Artes de Madri. Por fim, com o título de Modernidades fotográficas, 1940-1964, ocupa durante um ano a Galeria Marc Ferrez, no IMS do Rio de Janeiro. Acompanha a exposição um catálogo de mesmo nome, publicado em três edições: alemão, francês e português.

 

2016

A Maison Européenne de la Photographie inaugura em Paris a primeira exposição individual retrospectiva dedicada a Marcel Gautherot em sua cidade natal, Marcel Gautherot - Brésil, Tradition, Invention. Com curadoria de Sergio Burgi e Samuel Titan Jr., a exposição ocupa o primeiro andar da MEP. Na mesma ocasião, são lançadas quatro edições do catálogo Marcel Gautherot - fotografias: em português, em francês, em inglês e em alemão.

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Imagem no alto: Congresso Nacional. Brasília, DF, Brasil, c.1960. Detalhe de fotografia de Marcel Gautherot
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Fotografias

 

Apresentamos uma seleção de fotografias que integram a exposição Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção. 

 

Reisado. Maceió, Alagoas, 1952. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Edifício Copan. São Paulo, SP, c. 1967. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Congresso Nacional. Brasília, DF, c. 1960. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Romeiros. Bom Jesus da Lapa, BA, c. 1949. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Profeta Habacuc, escultura do Aleijadinho. Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas, MG, c. 1947. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Flora. Rio de Janeiro, RJ, c. 1943. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Igapós. Amazônia, c. 1958. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Carrancas de proa. Rio São Francisco, BA, 1946. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Procissão de Nosso Senhor dos Navegantes. Salvador, BA, c.1950. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Guerreiros. Maceió, AL, c. 1956. Fotografia de Marcel Gautherot/Acervo IMS

 

Veja todas as fotografias que integram a exposição Marcel Gautherot - Brasil: tradição, invenção

 


 

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Acervo Marcel Gautherot no IMS

 

Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção

Curadoria: Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi

Visitação: 14 de junho a 20 de agosto de 2017

Entrada franca

Use #ExpoGautherot para compartilhar fotografias da exposição.




Imagem no alto: Congresso Nacional. Brasília, DF, Brasil, c.1960. Detalhe de fotografia de Marcel Gautherot
 / Acervo IMS

Local

Paço Imperial, Rio de Janeiro

Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro
Tel.: (21) 2215-2093

Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h. 

Vídeos

Teaser da fala de Jacques Leenhardt sobre a obra de Marcel Gautherot

A obra do fotógrafo Marcel Gautherot (1910-1996), que ganha sua primeira retrospectiva no Brasil, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, é assunto deste depoimento do crítico de arte e pesquisador francês Jacques Leenhardt.

 

 

Marcel Gautherot - Brasil: tradição, invenção

Vídeo que integra a exposição em cartaz no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, de 13 de junho, a partir das 18h30, a 20 de agosto de 2017.

 

 

Gautherot na MEP

A exposição Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção ficou em cartaz na Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris, cidade onde o fotógrafo nasceu, de 15 de junho a 28 de agosto de 2016. Ao término de dez dias de trabalho em Paris acompanhando a montagem da exposição, a curadora-assistente Mariana Newlands gravou em vídeo um passeio pelas galerias ocupadas pelo trabalho do fotógrafo, momentos antes da abertura do evento ao público.

 





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Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção

Curadoria: Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi

Visitação: 14 de junho a 20 de agosto de 2017

Entrada franca

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Imagem no alto: Congresso Nacional. Brasília, DF, Brasil, c.1960. Detalhe de fotografia de Marcel Gautherot
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Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro
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Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h. 

Livro-catálogo

 

O livro que acompanha a exposição Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção foi lançado em quatro idiomas e traz textos de Michel Frizot, grande historiador da fotografia, Jacques Leenhardt, sociólogo e crítico de arte, além de textos dos organizadores da publicação, Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi, e outro de Lorenzo Mammì, curador de programação e eventos do IMS. A edição francesa saiu pela prestigiada Hervé Chopin e as versões em inglês e alemão pela editora suíça Scheidegger & Spiess. A edição brasileira foi lançada pelo Instituto Moreira Salles.

Publicação disponível na loja online do IMS.


Edição brasileira do livro que acompanha a exposição Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção

 


 

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Eventos


Não há eventos previstos. 

 


 

Eventos anteriores 

 

Mesa redonda

11 de julho, terça-feira, às 18h  |  Local: Paço Imperial - Sala dos Archeiros 

Com o arquiteto Glauco Campello, o curador Sergio Burgi e o diretor do Iphan Andrey Rosenthal Schlee

Entrada franca

 

Abertura da exposição


Terça-feira, 13 de junho, às 18h30
Evento gratuito e aberto ao público

 

 


 

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Acervo Marcel Gautherot no IMS

 

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Informações para a imprensa

 

Assessoria de comunicação Iphan


Fernanda Pereira
fernanda.pereira@iphan.gov.br

Adélia Soares
adelia.soares@iphan.gov.br

Carmen Lustosa
carmen.costa@iphan.gov.br

(61) 2024-5504 / (61) 2024-5511 / (61) 2024-5513 / (61) 99381-7543

comunicacao@iphan.gov.br

www.iphan.gov.br


Assessoria de imprensa IMS


Bárbara Giacomet de Aguiar
+55 11 3371-4490
barbara.aguiar@ims.com.br

Bianca Kirklewski
+55 11 3371-4424
comunicacao@ims.com.br

 


 

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POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

O Brasil de Gautherot

Marcel Gautherot (1910-1996) nasceu num dia 14 de julho, bem no coração de Paris. Mais francês, impossível. Foi no Brasil, porém, que construiu toda sua trajetória como fotógrafo. Um país revelado por inteiro na retrospectiva Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Manda descer pra ver

O afoxé Filhos de Gandhi é marca registrada do carnaval baiano. O bloco, criado em fevereiro de 1949, foi fotografado em preto e branco por Marcel Gautherot, que acompanhou pelo menos um dos desfiles do grupo pelas ladeiras da capital baiana no início de 1960.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Aterro do Flamengo ontem e hoje

Duas visões do Aterro do Flamengo: a de Marcel Gautherot nos anos 1960 e a de Alexandre Sant’Anna para um guia botânico do parque.

 

 

 

BLOG DO IMS

Gautherot volta a Paris 

Francês que morou no Brasil a maior parte da vida, Gautherot (1910-1996) é um nome essencial da história recente da fotografia do país. A partir de junho, sua obra ocupará um espaço importante da Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris, cidade onde o fotógrafo nasceu.

 

 



BLOG DO IMS

Visite Gautherot na MEP 

Ao término de dez dias de trabalho em Paris acompanhando a montagem da exposição Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention, a curadora-assistente Mariana Newlands, que também assinou pelo IMS todo trabalho de expografia da mostra, gravou em vídeo um passeio pelas galerias ocupadas pelo trabalho do fotógrafo na Maison Européene de la Photographie, momentos antes da abertura do evento ao público.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

As mil faces de Burle Marx

Marcel Gautherot foi um dos fotógrafos que registraram as muitas faces de Burle Marx nos anos 1950/60. O fotógrafo o acompanhou por mais de uma década e possui um farto material documentando os trabalhos do paisagista dentro e fora do seu habitat, o Sítio Burle Marx.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Horizonte em Brasília: Gautherot por Lorenzo Mammì

O fotógrafo Marcel Gautherot acompanhou a construção de Brasília, produzindo imagens que vão muito além do registro documental.

 

 

 

POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Os trabalhadores de Gautherot

Seu vasto campo de interesse abrangia muitos assuntos, entre eles arquitetura moderna, belezas naturais, manifestações culturais e os trabalhadores. São estes últimos os protagonistas das fotos selecionadas para esta página, publicada em 1º de maio, Dia do Trabalho.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Gautherot e o Pedregulho

Concebido por Affonso Eduardo Reidy, o conjunto habitacional Pedregulho, em São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, é um grande momento da arquitetura brasileira. Sua construção foi acompanhada por Marcel Gautherot, que tinha a arquitetura como um de seus temas favoritos.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Antigos Carnavais

Ensaio fotográfico com um pouco dos carnavais que passaram pelas lentes de alguns dos grandes nomes da fotografia, entre eles Marcel Gautherot, com acervo sob a guarda do IMS.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Dia de Iemanjá

Neste ensaio fotográfico misturam-se as festas documentadas em preto e branco por Marcel Gautherot na praia Rio Vermelho (BA), no início dos anos 1950, e por Maureen Bisilliat em 1964 na Praia Grande (SP).

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Arquitetura moderna brasileira nas lentes de Gautherot

A partir de meados da década de 1940, Marcel Gautherot começa a documentar fotograficamente obras arquitetônicas de Oscar Niemeyer e Roberto Burle Marx.

 

 

 


POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

A construção de Brasília

A pedido do arquiteto Oscar Niemeyer, para quem fizera importantes registros de obras nos anos anteriores, Marcel Gautherot realiza de 1958 até meados da década de 1960 a cobertura fotográfica da construção de Brasília.

 

 



POR DENTRO DO ACERVO DO IMS

Gautherot e a cultura popular

Especialmente nas décadas de 1940 e 1950, Gautherot viajou para diversos estados brasileiros, com destaque para o Norte e Nordeste, e registrou festas populares, danças, artesanato e atividades folclóricas.

 

 



BLOG DO IMS

Gautherot e os dias de trabalho

Marcel Gautherot se mudou para o Rio de Janeiro em 1940 e passou a rodar o país fotografando para o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e em outras missões. Um dos temas que marcaram sua obra foi o trabalho, seja o dos camponeses de São Paulo, o dos pescadores do Nordeste ou o dos operários da construção de Brasília.

 

 



BLOG DO IMS

Obras de Niemeyer pelo olhar de Marcel Gautherot

Marcel Gautherot registrou, durante sua carreira, construções icônicas de Oscar Niemeyer. Um dos principais retratistas da cidade de Brasília, Gautherot fotografou a cidade entre 1958 e meados da década de 60.

 

 



BLOG DO IMS

Paris-Japão

Na semana em que a mostra de Haruo Ohara troca de cidade no Japão, o IMS abre na Maison Européenne de la Photographie (MEP), em Paris, a primeira grande retrospectiva da obra de Marcel Gautherot fora do Brasil.

 

 



RÁDIO BATUTA

O velho São Francisco

O Rio São Francisco, por onde andavam as carrancas que o Instituto Moreira Salles expôs em sua sede no Rio de Janeiro (juntamente às fotos de Marcel Gautherot), tem se mantido como figura importante da alma nacional também na música. Joaquim Ferreira dos Santos organizou uma playlist com músicas em que o rio foi fonte de inspiração. 

 

 



RÁDIO BATUTA

Aleijadinho nos versos de Francisco Alvim

Em novembro de 2014, completou-se 200 anos da morte de Aleijadinho. A Batuta convidou o poeta Francisco Alvim para ler os versos que ele escreveu para o livro Paisagem moral, lançado pelo IMS em 2009.  A publicação reúne 44 fotos feitas por Marcel Gautherot de esculturas de Aleijadinho.

 

 



LOJA DO IMS

Marcel Gautherot na loja do IMS

Livros, cadernos, blocos de nota, entre outros produtos do fotógrafo, estão disponíveis na loja do IMS.

 


 

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Imagem no alto: Congresso Nacional. Brasília, DF, Brasil, c.1960. Detalhe de fotografia de Marcel Gautherot
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Paço Imperial, Rio de Janeiro

Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro
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Imagem no alto: Congresso Nacional. Brasília, DF, Brasil, c.1960. Detalhe de fotografia de Marcel Gautherot
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Paço Imperial, Rio de Janeiro

Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro
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Exposições

Brasília: Fotografias de Jorge Bodanzky (Espaço Itaú de Cinema - SP)

Brasília: Fotografias de Jorge Bodanzky (Espaço Itaú de Cinema - SP)

A céu aberto (IMS-Poços de Caldas)

A céu aberto (IMS-Poços de Caldas)

Otto Stupakoff: beleza e inquietude (IMS-RJ)

Otto Stupakoff: beleza e inquietude (IMS-RJ)

Anri Sala: o momento presente (IMS-RJ)

Anri Sala: o momento presente (IMS-RJ)

Vitrines e fachadas - Dulce Soares (IMS-Poços de Caldas)

Vitrines e fachadas - Dulce Soares (IMS-Poços de Caldas)

Millôr: obra gráfica (IMS-RJ)

Millôr: obra gráfica (IMS-RJ)

Meus caros amigos - Augusto Boal - Cartas do exílio (IMS-RJ)

Meus caros amigos - Augusto Boal - Cartas do exílio (IMS-RJ)

Modernidades fotográficas, 1940-1964 (IMS-RJ)

Modernidades fotográficas, 1940-1964 (IMS-RJ)

Do arquivo de um correspondente estrangeiro: fotografias de Luciano Carneiro (IMS-Poços de Caldas)

Do arquivo de um correspondente estrangeiro: fotografias de Luciano Carneiro (IMS-Poços de Caldas)

O Paço, a praça e o morro (Paço imperial - RJ)

O Paço, a praça e o morro (Paço imperial - RJ)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-Poços de Caldas)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-Poços de Caldas)

A rua de minha infância (IMS-Poços de Caldas)

A rua de minha infância (IMS-Poços de Caldas)

O olhar que pensa o desenho (IMS-Poços de Caldas)

O olhar que pensa o desenho (IMS-Poços de Caldas)

No meio do Rio, entre as árvores: a Amazônia de Jorge Bodanzky (MIS-SP)

No meio do Rio, entre as árvores: a Amazônia de Jorge Bodanzky (MIS-SP)

Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention (Paris - MEP)

Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention (Paris - MEP)

Haruo Ohara: Fotografias (Japão)

Haruo Ohara: Fotografias (Japão)

Rio, papel e lápis (IMS-RJ)

Rio, papel e lápis (IMS-RJ)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS - Poços de Caldas)

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Fotografia de domingo (IMS - Poços de Caldas)

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A viagem das carrancas (IMS-RJ)

A viagem das carrancas (IMS-RJ)

Marcel Gautherot – o jubileu no santuário (Tiradentes - MG)

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Claudia Andujar: no lugar do outro (IMS-RJ)

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Rio: primeiras poses (IMS-RJ)

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Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-SP)

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Face andina - fotografias de Martín Chambi (IMS - Poços de Caldas)

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Emancipação, inclusão e exclusão (IMS - Poços de Caldas)

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Arvoressências (IMS-Poços de Caldas)

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William Eggleston, a cor americana (IMS-RJ)

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Modernidades: fotografia brasileira 1940-1964 (Círculo de Belas-Artes de Madri - Espanha)

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David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS-SP)

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Geraldo de Barros e a fotografia (Sesc Belenzinho - SP)

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Olhar e desenhar (IMS Poços de Caldas)

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Um passeio pelo Rio (IMS-RJ)

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Geraldo de Barros e a fotografia

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Face andina - fotografias de Martín Chambi

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Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

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A fotografia como investigação do ver

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Flieg fotógrafo (MAC - SP)

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O Estúdio Fotográfico Chico Albuquerque

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Em 1964

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Thomaz Farkas: Memórias e descobertas

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Richard Serra: desenhos na casa da Gávea

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São Paulo, fora de alcance
Fotografias de Mauro Restiffe

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Araújo Porto-Alegre: singular & plural

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Jacques Henri Lartigue - A vida em movimento

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Marc Ferrez: mestre da fotografia do século XIX

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São Paulo contemporânea por Cristiano Mascaro

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Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do IMS

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Robert Polidori: Fotografias

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Artur Pereira: Esculturas

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Charles Landseer: Desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil

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As construções de Brasília

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Fred Sandback - O espaço nas entrelinhas

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Saul Steinberg: As aventuras da linha

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Mira Schendel, pintora

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Raphael e Emygdio: Dois modernos no Engenho de Dentro

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William Kentridge: Fortuna

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Lugar nenhum

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