Claudia Andujar: no lugar do outro (IMS-RJ)

O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro apresenta a exposição Claudia Andujar: no lugar do outro. A mostra lança nova luz sobre a trajetória da fotógrafa de origem húngara ao apresentar trabalhos pouco conhecidos da primeira parte de sua carreira, anterior ao seu envolvimento com os índios Yanomami. São reportagens fotográficas e ensaios pessoais, que incluem desde os registros documentais em preto e branco do começo da carreira até a experimentação gráfica colorida do final dos anos 1960 e começo dos anos 1970. 

Sobre a artista
Galeria de imagens
Textos de parede
Livro-catálogo
Eventos
Mais informações relacionadas

In English

 

Veja abaixo o trailer da exposição:


A mostra é dividida em quatro núcleos. O núcleo Famílias Brasileiras apresenta um dos primeiros trabalhos de fôlego feitos por Claudia no Brasil. Entre 1962 e 1964, a fotógrafa registrou o cotidiano de quatro famílias de contextos muito distintos: uma família baiana dona de uma próspera fazenda de cacau, uma família da classe média paulista, uma família de pescadores caiçaras isolada em uma praia de Ubatuba (SP) e uma família mineira religiosa. Feito com a intenção de entender como viviam os brasileiros, Claudia almejava publicar o trabalho em uma revista, mas o perfil diverso do conjunto não interessou à publicação. 

O segundo núcleo é formado por reportagens desenvolvidas pela fotógrafa para a revista Realidade, onde trabalhou de 1966 a 1971. Criada em 1966, Realidade foi um marco na imprensa brasileira pela qualidade das matérias e por reunir um time notável de fotógrafos, que incluía nomes como Maureen Bisilliat, George Love e David Drew Zingg. A ousadia editorial de Realidade foi o ambiente perfeito para que Claudia mergulhasse em temas controversos, espinhosos e poucos discutidos na imprensa. 

Para a revista Realidade, Claudia fotografou as polêmicas operações do médico-espírita Zé Arigó, em Congonhas do Campo (MG); a intensa atividade de uma parteira na pacata cidade de Bento Gonçalves (RS); a situação dos pacientes do Hospital Psiquiátrico do Juqueri, em São Paulo; uma sessão de psicodrama, e o controverso “trem baiano”, que levava imigrantes desempregados em São Paulo de volta a seus estados natais. Além de reportagens, Claudia também desenvolveu ensaios fotográficos para ilustrar matérias da revista. Fazem parte da exposição uma série sobre relacionamentos homossexuais, cujas fotos não foram publicadas pela revista, e um ensaio sobre a natureza dos pesadelos. 

O terceiro núcleo é formado por três ensaios experimentais que Claudia desenvolveu em São Paulo a partir de seu interesse pela cidade e pelo corpo humano. Fazem parte desse núcleo a série sobre a Rua Direita, os nus da série A Sônia e fotos aéreas tiradas com filme infravermelho. 

O quarto e último núcleo da mostra contém fotografias de natureza feitas durante as primeiras viagens à região da Amazônia, no começo dos anos 1970, especialmente ao longo do rio Jari, no Pará, e em Roraima. Claudia fotografou as cachoeiras de Santo Antônio e o lavrado roraimense com a experimentação e a sensibilidade que marcaram sua produção do período. 

Em 1971, enquanto trabalhava numa edição especial da revista Realidade dedicada à Amazônia, Claudia entrou em contato com os índios Yanomami. A partir de então, transformou a documentação e a proteção desse povo em missão de vida. Seu trabalho como fotógrafa e sua atividade política à frente da Comissão Pró-Yanomami trouxeram contribuições inestimáveis ao país. Durante os anos que se seguiram, a produção de Claudia ligada aos índios se sobrepôs ao extenso trabalho feito nas décadas anteriores, que agora começa a ser retomado. 

É essa produção ainda pouco vista e estudada que a exposição Claudia Andujar: no lugar do outro vem regastar. Desde que chegou ao Brasil, nos anos 1950, Claudia mergulhou em realidades que desconhecia e se interessou por núcleos fechados (como na série das famílias brasileiras) ou grupos marginalizados e isolados (como os adeptos do espiritismo ou os pacientes do Juqueri). Claudia usava a fotografia para entender o país que adotara, para compreender o outro e descobrir a si mesma. Durante toda a carreira, Claudia fez questão de se aproximar do outro e de se pôr em seu lugar – daí o título da exposição. Um deslocamento que também ocorreu no âmbito geográfico, quando Claudia foi obrigada a abandonar suas raízes e reconstruir a vida em um novo país. 

Ao focar-se nas primeiras décadas de sua carreira, Claudia Andujar: no lugar do outro nos ajuda a entender a relevância, a originalidade e a complexidade da produção de uma das mais importantes fotógrafas brasileiras. 

Exposições

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

  • Família mineira, da série Famílias Brasileiras, 1964.
  • Família mineira, da série Famílias Brasileiras, 1964.
  • Família mineira, da série Famílias Brasileiras, 1964.
  • Família caiçara, da série Famílias Brasileiras, 1963.
  • Da série Natureza, rio Jari, Amapá, 1972.


  • Da série Natureza, rio Jari, Amapá, 1972.


  • Da série Natureza, s/d
  • Da série Natureza, s/d 


  • Reportagem sobre Zé Arigó feita para a revista Realidade, Congonhas do Campo, MG, 1967.
  • Reportagem sobre psicodrama feita para a revista Realidade, São Paulo, c. 1969.
  • Reportagem sobre migração feita para a revista Realidade, São Paulo, c. 1969.
  • : Da série Rua Direita, São Paulo, SP, c. 1970.
  • Metrópole, São Paulo, SP, 1974.
  • Da série A Sônia, São Paulo, SP, c. 1971
  • Da série A Sônia, São Paulo, SP, c. 1971.

O livro-catálogo da exposição Claudia Andujar, no lugar do outro será lançado no IMS-RJ no sábado, 24 de outubro, às 17h. Na ocasião, acontecerá uma conversa na galeria com a artista e o curador Thyago Nogueira.

A publicação, fartamente ilustrada, acompanha a exposição homônima, fruto de dois anos de pesquisa no arquivo da fotógrafa e primeira grande retrospectiva dedicada à extensa produção de Andujar nas décadas de 1960 e 1970. O livro inclui cerca de 230 imagens do período que se estende da chegada da fotógrafa em São Paulo, em 1955, até as primeiras viagens para a Amazônia, no começo dos anos 1970.

O livro já pode ser adquirido nas lojas dos centros culturais do IMS e em nossa loja online.

Livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro
Por: R$ 129,90


Assim como a exposição, a publicação lança nova luz sobre a trajetória da fotógrafa ao apresentar trabalhos pouco conhecidos da primeira parte de sua carreira, anterior ao seu envolvimento com os índios Yanomami.São reportagens fotográficas e ensaios pessoais que incluem desde os registros documentais em preto e branco até a experimentação gráfica colorida do final dos anos 1960 e começo dos anos 1970. O livro-catálogo traz 229 imagens, textos sobre cada série e entrevista inédita com Andujar feita por Thyago Nogueira, além de extensa cronologia.

Com projeto gráfico arrojado e em edição bilíngue, a publicação está dividida em quatro núcleos. O núcleo “Famílias brasileiras”apresenta um dos primeiros trabalhos de fôlego feitos por Andujar no Brasil. Entre1962 e 1964, a fotógrafa registrou o cotidiano de quatro famílias de contextos muito distintos: uma família baiana dona de uma próspera fazenda de cacau, uma família da classe média paulistana, uma família de pescadores caiçaras isolada em uma praia de Ubatuba (SP) e uma família religiosa do interior mineiro.

O núcleo “Histórias reais” é formado por reportagens desenvolvidas pela fotógrafa para a revista Realidade, onde trabalhou de 1966 a 1971. Criada em 1966, Realidade foi um marco na imprensa brasileira pela qualidade das matérias e por reunir um time notável de fotógrafos, que incluía nomes como Maureen Bisilliat, George Love e David Drew Zingg. A ousadia editorial de Realidade foi o ambiente perfeito para que Andujar mergulhasse em temas controversos ou poucos vistos na imprensa.

Para a revista Realidade, Andujar fotografou as polêmicas operações do médico e cirurgião espiritual Zé Arigó, em Congonhas do Campo (MG); a intensa atividade de uma parteira na pacata cidade de Bento Gonçalves (RS); a situação dos pacientes do Hospital Psiquiátrico do Juqueri, em São Paulo; uma sessão de psicodrama; e o famoso “trem baiano”, que levava imigrantes desempregados em São Paulo de volta a seus estados natais. Ainda fazem parte do núcleo uma série sobre relacionamentos homossexuais e um ensaio sobre a natureza dos pesadelos.

O núcleo “Cidade gráfica” é formado por ensaios experimentais que Claudia desenvolveu em São Paulo a partir de seu interesse pela cidade e pelo corpo humano. Estão nesse núcleo a série Rua Direita, os nus da série A Sônia, fotos aéreas tiradas com filme infravermelho e sobreposições de cenas urbanas.

O quarto e último núcleo da publicação contém fotografias de natureza feitas durante as primeiras viagens à região da Amazônia, no começo dos anos 1970, especialmente ao longo do rio Jari, no Pará, e em Roraima. Andujar fotografou as cachoeiras de Santo Antônio e o lavrado roraimense com a experimentação e a sensibilidade que marcaram sua produção do período.

 

Claudia Andujar, no lugar do outro

ISBN 978-85-8346-025-1
Formato: 21 x 26 cm
258 páginas
R$ 129,90

 

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Organização e textos: Thyago Nogueira

Lançamento: 24 de outubro, às 17h. Conversa na galeria com a artista e o curador Thyago Nogueira.

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.



Revista ZUM

O corpo, a cabeça e os adeuses
Por Miguel Castillo
Um diálogo sobre o tema da migração entre a fotografia de Claudia Andujar no "trem baiano" – que transportava migrantes de São Paulo de volta a suas cidades de origem – e a novela "Los adioses", de Juan Carlos Onetti.

 



Revista ZUM

Entrevista com Claudia Andujar e informações sobre o livro-catálogo da exposição
Conheça mais do livro-catálogo “Claudia Andujar, no lugar do outro” e leia trecho da entrevista inédita que a fotógrafa concedeu ao curador Thyago Nogueira.

 



Revista ZUM

A Sônia
Por Angélica Freitas
Por volta de 1971, Claudia Andujar registrou, diante de um fundo infinito, a modelo baiana Sônia, que tentava a sorte em São Paulo. O ensaio durou três horas e consumiu dez rolos de filme, mas a fotógrafa não gostou do material e, pouco tempo depois, decidiu refotografar as imagens, sobrepondo-as e usando filtros. Publicada em junho daquele ano na Revista de Fotografia, a série é uma espécie de radiografia do corpo feminino.

 



Revista ZUM

Em vídeo, Claudia Andujar comenta suas fotografias expostas no IMS-RJ
a própria fotógrafa comenta os trabalhos expostos, nascidos acima de tudo de sua necessidade de entender e se comunicar com o povo brasileiro. “A grande maioria das minhas fotos são histórias”, afirma.

 



Revista ZUM

Veja imagens da exposição “Claudia Andujar, no lugar do outro”
Oferecemos uma seleção das imagens que estão em exibição no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro até 15 de novembro de 2015. A exposição, dividida em quatro grandes núcleos, apresenta as diferentes perspectivas com que Claudia explorou a fotografia no Brasil, após sua chegada da Hungria em 1955: a relação com a natureza, a imersão antropológica, as experimentações gráficas e o trabalho no fotojornalismo.

 



Revista ZUM

Bastidores da exposição “Claudia Andujar, no lugar do outro”
Imagens da montagem e preparação da exposição que é fruto de dois anos de pesquisa no arquivo da fotógrafa. É também a primeira grande exposição dedicada à produção que antecede o envolvimento de Claudia com os índios Yanomami, trabalho que começou a desenvolver nos anos 1970 e que a tornou conhecida mundialmente.

 



Revista ZUM

Produção das imagens da exposição “Claudia Andujar, no lugar do outro”

 



Revista ZUM

Exposição com fotos inéditas e pouco vistas de Claudia Andujar em cartaz no IMS-RJ
Em cartaz no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro de 25 de julho a 15 de novembro de 2015, a exposição “Claudia Andujar, no lugar do outro” lança nova luz sobre a trajetória da fotógrafa ao apresentar trabalhos pouco conhecidos da primeira parte de sua carreira, anterior ao envolvimento com os índios Yanomami. São reportagens fotográficas e ensaios pessoais, que incluem desde os registros documentais em preto e branco do começo da carreira até a experimentação gráfica colorida do fim dos anos 1960 e começo dos anos 1970.

 

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

Claudia Andujar nasceu na Suíça, em 1931, e em seguida mudou-se para Oradea, na fronteira entre a Romênia e a Hungria, onde vivia sua família paterna, de origem judaica. Em 1944, com a perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, fugiu com a mãe para a Suíça, e depois emigrou para os Estados Unidos, onde foi morar com um tio. Em Nova York, desenvolveu interesse pela pintura e trabalhou como guia na Organização das Nações Unidas. Em 1955, veio ao Brasil para reencontrar a mãe, e decidiu estabelecer-se no país, onde deu início à carreira de fotógrafa.

 

Sem falar português, Claudia transformou a fotografia em instrumento de trabalho e de contato com o país. Ao longo das décadas seguintes, percorreu o Brasil e colaborou com revistas nacionais e internacionais, como Life, Aperture, Look, Cláudia, Quatro Rodas e Setenta. A partir de 1966, começou a trabalhar como freelancer para a revista Realidade. Recebeu bolsa da Fundação Guggenheim (1971) e participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior, com destaque para a 27a Bienal de São Paulo e para a exposição Yanomami, na Fundação Cartier de Arte Contemporânea (Paris, 2002).

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

Textos de parede da exposição Claudia Andujar, no lugar do outro:

Abertura
Sala 1
Sala 2 / gabinete
Sala 3
Sala 4 e 5
Cronologia

Ancora

 

ABERTURA


CLAUDIA ANDUJAR, NO LUGAR DO OUTRO é fruto de dois anos de pesquisa no arquivo da fotógrafa. É também sua primeira grande exposição dedicada à produção que antecede o envolvimento de Claudia com os índios Yanomami, trabalho que começou a desenvolver nos anos 1970 e que a tornou conhecida mundialmente.

Claudia chegou a São Paulo em 1955, com 24 anos. Nascida na Suíça, viveu na Hungria até fugir com a mãe durante a Segunda Guerra Mundial. A família paterna, de origem judaica e húngara, foi morta nos campos de concentração de Dachau e Auschwitz, na Alemanha. Antes de desembarcar no Brasil, Claudia se refugiou na Suíça e viveu um período em Nova York. Os traumas da guerra, desentendimentos familiares e mudanças constantes fizeram com que ela se distanciasse de suas raízes e buscasse uma nova vida no Brasil. Sem domínio do português, logo descobriu na fotografia um instrumento de trabalho e de contato com o país.

Entre os anos 1950 e 1970, colaborou com revistas nacionais e estrangeiras, participou de exposições de arte e percorreu o Brasil de norte a sul. Em São Paulo, onde se estabeleceu, casou-se com o fotógrafo George Love, que conhecera nos Estados Unidos, e frequentou rodas que incluíam o antropólogo Darcy Ribeiro, o historiador Pietro Maria Bardi e o fotógrafo Marcel Gautherot. Foram anos de descobertas e produção intensa.

Com foco nas primeiras décadas de sua produção, esta mostra lança nova luz sobre a carreira da fotógrafa. Dividida em quatro grandes núcleos, a exposição apresenta as diferentes perspectivas com que Claudia explorou a fotografia e o país: a relação com a natureza, a imersão antropológica, as experimentações gráficas e o trabalho no fotojornalismo. Reportagens e ensaios pessoais mostram a amplitude de sua atuação, que se estende dos registros documentais em preto e branco do começo da carreira até a experimentação gráfica colorida da virada dos anos 1960 para os anos 1970.

Desde que chegou ao Brasil, Claudia se aventurou em realidades que desconhecia e se interessou por grupos fechados e marginalizados. Com uma visão humanista, ela usou a fotografia para entender o país que adotara e
para descobrir a si própria. Durante toda a carreira, fez questão de se aproximar e se colocar no lugar do outro. Um deslocamento que também se deu no âmbito geográfico, quando foi obrigada a reconstruir a vida em um novo país.

Em 1971, Claudia entrou em contato com os índios Yanomami e transformou a documentação e a proteção desse povo em missão de vida, com contribuições inestimáveis ao país. Nos anos seguintes, a produção ligada aos índios se sobrepôs ao extenso trabalho das décadas anteriores − e boa parte dele ficou esquecida.

CLAUDIA ANDUJAR, NO LUGAR DO OUTRO destaca um período pouco visto e estudado de sua carreira. Com isso, ajuda a entender a originalidade e a complexidade da produção de uma das mais importantes fotógrafas brasileiras.

Curadoria Thyago Nogueira

 

Ancora

Voltar ao topo da página

 

SALA 1

Natureza, c. 1970-72

 

A primeira sala reúne fotografias feitas na região amazônica no começo da década de 1970, a maior parte delas ao longo do lavrado roraimense e do rio Jari, na divisa do Pará com o Amapá. Claudia visitou a cachoeira de Santo Antônio, no rio Jari, em 1972, época em que o interesse pela Amazônia era crescente, com a abertura de estradas, a instalação de fazendas de gado e o assentamento de trabalhadores de outros estados incentivados pelo governo militar (1964-1985). O primeiro contato da fotógrafa com a região ocorreu quando ela trabalhava para o número especial da revista Realidade dedicado à Amazônia, publicado em outubro de 1971.

Em meados dos anos 1960, Claudia havia começado a fotografar com filmes coloridos e iniciava uma fase de intensa experimentação. Nesse mesmo período,  conheceu o fotógrafo George Love, com quem se casou e construiu uma parceria profissional estreita, que culminou na obra-prima Amazônia, livro fotográfico publicado em 1978.

O encontro de Claudia com a natureza é arrebatador. A fotógrafa registra a paisagem com o uso de filtros, filmes infravermelhos e subexposição, resultando em uma visão que transcende o registro e oscila entre o sonho e a epifania. A beleza e a dramaticidade do conjunto, instalado aqui como uma floresta de imagens, não deixam de evocar a dimensão trágica. Parte desse ecossistema estava prestes a desaparecer, ameaçado pela construção de uma hidrelétrica no leito do rio Jari.

 

Ancora

Voltar ao topo da página

 

SALA 2/GABINETE

Famílias brasileiras, 1962-64

Este é um dos primeiros trabalhos de fôlego feitos por Claudia no Brasil, no começo dos anos 1960, poucos anos depois de dar início à sua produção fotográfica. Interessada em entender quem eram e como viviam os brasileiros, Claudia resolveu acompanhar o cotidiano de quatro famílias de contextos distintos: uma família dona de uma próspera fazenda de cacau na Bahia; uma família que morava em um bairro da classe média paulistana; uma família de pescadores caiçaras que vivia em Picinguaba, Ubatuba, no litoral norte de São Paulo; e uma família mineira, tradicional e religiosa.

Surpreende como Claudia conquistou a confiança de cada família, a ponto de mergulhar na intimidade e acompanhar as várias atividades cotidianas — a fotógrafa às vezes parece se tornar invisível. As centenas de fotos reunidas aqui como um grande álbum permitem acompanhar a dinâmica de cada família e contrastar os diferentes contextos sociais. Claudia não estava interessada em construir uma visão idealizada do brasileiro, mas em olhar, com um viés antropológico, para a experiência concreta e prosaica. O trabalho mostra o amadurecimento visual da jovem fotógrafa, que alterna entre o registro direto e imagens muito elaboradas, de múltiplos sentidos.

À época, Claudia almejava publicar o trabalho em uma revista, mas o perfil diverso do conjunto não interessou à publicação. A maior parte dessas imagens permaneceu inédita até hoje.

 

Família Paulista

Em maio de 1963, Claudia visitou a família Ranali, que morava no bairro do Jabaquara, em São Paulo, capital. Além das atividades corriqueiras, como as refeições e as sessões de TV, ela registrou a festa de 50 anos do chefe da família e os preparativos para o evento, como a ida ao mercado e ao cabeleireiro.

 

Família Mineira

Em 1964, Claudia passou cerca de duas semanas com a numerosa família Pereira de Meira, entre Diamantina e Congonhas do Campo, em Minas Gerais. O tempo em que estava com a família lhe deu intimidade para acompanhar a rotina do médico no consultório, o dia a dia das crianças, os passeios de fim de semana e as comemorações religiosas.

 

Família de Picinguaba

A vila de Picinguaba, hoje uma praia turística, era uma comunidade isolada do município de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, quando Claudia aportou por lá de barco, em novembro de 1963. A intimidade e a delicadeza com que fotografou a família de pescadores são admiráveis, mesmo em ambientes de pouca luz e conforto precário.

 

Família Baiana

Em março de 1962, Claudia esteve na fazenda Engenho D’Água, em São Francisco do Conde, na Bahia. As imagens da afluente família Porciúncula mostram a relação entre os membros da família e os empregados, os jantares na sede da fazenda e o trabalho na plantação de cacau e no canavial.

 

Ancora

Voltar ao topo da página

 

SALA 3

Cidade gráfica, c. 1970-74

No começo dos anos 1970, Claudia produziu em São Paulo estes quatro trabalhos, que têm como foco a cidade e seus habitantes. O período foi marcado por intensa experimentação visual e uma grande produção artística. Claudia mantinha contato com fotógrafos e editores de Nova York, e dividia seu tempo entre a atividade fotográfica e a de curadoria. Munida de filme infravermelho, ela sobrevoou São Paulo e sintetizou a densidade urbana no aglutinado de edifícios que parece cenário de um filme de ficção científica.

A rigidez e a compactação da cidade contrastam com a graciosa sinuosidade com que Claudia havia fotografado a modelo Sônia, por volta de 1971. Diante de um fundo infinito, Claudia registrou a modelo baiana que tentava a sorte em São Paulo. O ensaio durou três horas e consumiu dez rolos de filme, mas a fotógrafa não gostou do material e, pouco tempo depois, decidiu refotografar as imagens, sobrepondo-as e usando filtros. Publicada em junho daquele ano na Revista deFotografia, a série é uma espécie de radiografia do corpo feminino.

As nove fotos da Rua Direita foramrealizadas numa das regiões mais movimentadas do centro de São Paulo. Com a câmera quase encostada no chão, Claudia agiganta as pessoas e encolhe os edifícios, valorizando os transeuntes ao mesmo tempo que transforma a si mesma — e ao espectador — em assunto da imagem. O conjunto é exemplo da melhor tradição da fotografia de rua praticada nos Estados Unidos e pouco explorada no Brasil.

 

Voltar ao topo da página

 

Ancora

SALA 4 e 5

Histórias reais, 1966-71

Este núcleo reúne parte central da produção de Claudia, formada por reportagens e ensaios realizados para a revista Realidade, para a qual a fotógrafa trabalhou como freelancer de 1966 a 1971. Claudia colaborou com diversas publicações nacionais e estrangeiras, como as revistas Life, Look, Jubilee, A Cigarra, Claudia, Setenta e Quatro Rodas. Mas foi com a revista Realidade, lançada emabril de1966, que a fotógrafa manteve a relação mais profunda e duradoura.

A produção ligada à Realidade foi inovadora por muitos motivos. A ousadia editorial, mesmo em plena ditadura militar, permitiu que Claudia mergulhasse em temas espinhosos, controversos ou pouco discutidos na imprensa, como as polêmicas cirurgias espirituais realizadas pelo médium ZÈ Arigó, em Congonhas do Campo (MG), a atividade de uma parteira na pequena Bento Gonçalves (RS) ou o cotidiano de homens homossexuais em São Paulo e no Rio. As mudanças nos costumes, os avanços da ciência e matérias de cunho político entravam no cardápio da revista. Na maior parte das vezes, Claudia realizava seu trabalho sem o acompanhamento dos repórteres, dispondo do tempo e da quantidade de filmes que julgasse necessários para construir sua história. A revista dava espaço generoso à fotografia, e oferecia liberdade para que a fotógrafa sugerisse pautas e construísse uma narrativa própria, que não funcionasse apenas como ilustração do conteúdo jornalístico. Realidade reuniu um time notável de fotógrafos, a maior parte deles de origem estrangeira, como a inglesa Maureen Bisilliat, o italiano Luigi Mamprin e os americanos George Love e David Drew Zingg.

Na primeira sala deste núcleo, estão reunidas três reportagens em preto e branco feitas para a revista. A empatia com os personagens, o uso de luz natural e a adoção do claro-escuro lembram o trabalho de fotógrafos americanos como W. Eugene Smith e Minor White — Claudia os conheceu em uma das visitas aos Estados Unidos.

Na sala seguinte, estão algumas das reportagens e ensaios que usam fotos em cores. Aos poucos, o preto e branco dramático dá lugar à experimentação cromática que marcou o período. O interesse por temas delicados, o comprometimento com seus assuntos, a sofisticação da narrativa e a sensibilidade com que se aproximou de realidades tão distintas fazem desses trabalhos de Claudia um dos pontos altos da fotografia brasileira.

 

“Homossexualismo”

“Na Idade Média, eles eram queimados vivos. Hoje são considerados criminosos em muitos países, marginalizados em todas as sociedades. Durante semanas, o jornalista Hamilton Almeida viveu o mundo triste e desumano dos homens que negam sua condição de homens.” (reportagem publicada em novembro de 1967)

Entre junho e setembro de 1967, Claudia fotografou a rotina de homossexuais em São Paulo e no Rio de Janeiro. As imagens de um casal em São Paulo foram encenadas na casa da fotógrafa, à maneira de uma fotonovela. No Rio, Claudia frequentou boates e pontos de encontros noturnos. É provável que tenha feito as fotos para a matéria sensacionalista que a revista veiculou em novembro sobre o assunto. Mas o artigo foi publicado sem imagens, o que sugere que o material tenha sido censurado.

 

“Nasceu!”

“A cidade de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, vive no fundo de um vale cercada por montanhas cobertas de trigo, cevada e parreiras verde-brilhantes. O povo fala alto e os gestos acompanham as palavras — a colonização foi feita por imigrantes italianos. Depois que a indústria começou a substituir a agricultura, os hospitais foram surgindo e o progresso acabou com muitas tradições, uma delas a parteira que atendia a domicílio. Mas muita gente de Bento Gonçalves ainda não troca dona Odila pelo médico. Esta é a história de um de seus partos.” (reportagem publicada em janeiro de 1967, com texto de Narciso Kalili)

Claudia esteve em Bento Gonçalves em dezembro de 1966 para fotografar a rotina de dona Odila, em uma matéria que contrapunha os costumes tradicionais aos avanços da medicina. A reportagem acompanha um parto natural em casa e ficou famosa por publicar a foto de uma mulher dando à luz, o que fez com que a edição da revista fosse apreendida.

 

“Arigó é a última esperança”

“Alguns o consideram um impostor. Estudiosos tentam explicá-lo cientificamente. Religiosos dizem apenas: é a fé que o faz curar. Para os que já foram a Congonhas do Campo, Minas Gerais, tratar-se com ele, e para os que acreditam em seu poder de curar, Arigó é a última esperança.” (reportagem publicada em junho de 1967, com texto de Roberto Freire)

Em março de 1967, Claudia viajou a Congonhas do Campo, Minas Gerais, para acompanhar as atividades de José Pedro de Freitas, conhecido como Zé Arigó. Gente de todo o país e de nações vizinhas acorria ao médium-curandeiro para tratar males diversos, em consultas que não chegavam a durar 60 segundos. Sem formação médica, Arigó ganhou as manchetes com as cirurgias em que enfiava uma faca entre a pálpebra e o globo ocular do paciente, procedimento registrado por Claudia de maneira cinematográfica.

 

“Ele é um viciado”

“Esta reportagem é uma grave advertência: mais de 100 mil brasileiros — a maioria jovens de 16 a 30 anos — tomam drogas, são viciados. À margem da sociedade, estes homens e mulheres desajustados fogem da realidade e encontram alguns momentos de prazer a troco de sofrimentos incalculáveis.” (reportagem publicada em maio de 1967, com texto de Narciso Kalili)

Claudia e o repórter acompanharam uma experiência real de uso de drogas, num exemplo de ousadia editorial até mesmo para os padrões atuais. Com a supervisão de um policial do Setor de Entorpecentes do Departamento de Investigações de São Paulo, a matéria narra a chegada da droga num apartamento e o passo a passo do usuário. A revista publicou algumas imagens em preto e branco. Insatisfeita com o resultado, Claudia deu ares lisérgicos às imagens com um novo tratamento gráfico.

 

“É a loucura”

“A sociedade não a compreende nem aceita. Prefere vê-la marginalizada nos hospitais e fechada em seu mundo de sombras e medo.” (reportagem publicada em junho de 1968, com texto de Norma Freire)

As imagens mostram o isolamento e o abandono em que viviam os pacientes do Hospital Psiquiátrico do Juqueri, então o principal estabelecimento de tratamento de doentes mentais no estado de São Paulo. É provável que Claudia tenha feito as fotos em 1963, anos antes da publicação da matéria.

 

“É o trem do diabo”

“A bagagem com que chegaram a São Paulo era feita de esperanças. Uns buscavam emprego, outros procuravam parentes engolidos pela cidade grande, outros sonhavam recuperar a saúde perdida. Todos queriam aquilo que para muitos não passou de desejo: uma vida melhor. E chegou a hora da volta para o interior: um lugarejo qualquer de Minas, uma cidadezinha no sertão da Bahia. Com uma trouxa de roupa e um passe de favor, embarcam nos vagões de madeira vermelha do ‘trem baiano’. Criaturas maltratadas pelo destino, retornam já sem esperanças. A viagem é longa, sofrida.” (reportagem publicada em maio de 1969, com texto de Patricio Renato)

Entre fevereiro e março de 1969, Claudia embarcou sozinha na longa viagem de
trem que ligava a estação Roosevelt (hoje, Brás), em São Paulo, a Salvador, na Bahia.
A viagem durava 7 dias, e a maioria dos passageiros era composta de migrantes de outros estados que haviam tentado a sorte em São Paulo. Sem perspectivas na capital, iam parar no Departamento de Imigração e Colonização da Secretaria da Agricultura de São Paulo, que lhes dava um farnel e uma passagem de volta para casa. Claudia encarou a viagem extenuante e registrou os passageiros com uma empatia admirável.

 

“Eles procuram a paz”

“Aqui, os personagens agridem e são agredidos, todas as máscaras caem, num duro jogo da verdade. É uma sessão de psicodrama, uma técnica de tratamento psiquiátrico em que, orientados por dois terapeutas, os pacientes se libertam da angústia, representando num palco as situações de crise de suas próprias vidas.” (reportagem publicada em janeiro de 1970 com texto de Jorge Andrade)

 

 

“O pesadelo”

“Cientistas americanos fizeram fantásticas descobertas sobre um fenômeno que aterroriza o homem há milênios e que, até hoje, era classificado simplesmente como ‘um sonho mau’. Agora já se sabe o que é a mais terrível experiência psíquica que alguém pode viver: o pesadelo.” (reportagem publicada em fevereiro de 1970, com texto de Edwin Diamond)

Para ilustrar a matéria sobre os avanços da ciência no campo psíquico, Claudia fotografou uma boneca, sua gata Pipi e outros pertences, e manipulou as imagens, sobrepondo fotos e aplicando filtros.

 

Ancora

Voltar ao topo da página

 

CRONOLOGIA


Ângelo Manjabosco e Thyago Nogueira

 

1931

Claudine Haas nasce em Neuchâtel, Suíça, em 12 de junho, filha única de Germaine Guye e Siegfried Haas. A família volta a morar em Oradea (Nagyvárad, em húngaro), cidade romena que pertencera à Hungria até o final da Primeira Guerra Mundial. É lá que vive a família paterna, de raízes judaico--húngaras. A família materna é de origem protestante suíça. Quando Claudine tem cerca de nove anos, os pais se separam. Em 1940, Oradea volta a fazer parte da Hungria.

 

1944-45

O pai e outros membros da família paterna são enviados aos campos de concentração de Auschwitz e Dachau, no sul da Polônia
e da Alemanha, respectivamente. Todos são mortos. Claudine e a mãe fogem para a Suíça.

 

1946

A jovem deixa a mãe para morar em Nova York, com o tio Marczel Haas. Nos Estados Unidos, muda o nome para Claudia.

 

1949

Casa-se com o espanhol Julio Andujar, amigo de ginásio. De 1949 a 1952, estuda no Hunter College, que integra a Universidade da Cidade de Nova York.

 

1950

Julio Andujar se alista no exército norte-americano e vai lutar na Guerra da Coreia (1950-53). Quando ele volta, em 1953, o casal se separa e, mais tarde, se divorcia. Andujar decide manter o sobrenome do marido para esconder a origem judaica. Começa a pintar, inspirada pelo expressionismo abstrato. Trabalha dois anos como guia turístico na sede das Nações Unidas.

 

1952

Participa, com óleos, de uma exposição com o pintor e cineasta filipino Ramon Estella na Galeria Coeval, em Nova York. Expõe seus quadros nas Nações Unidas.

 

1955

Deixa Nova York para reencontrar a mãe no Brasil. Desembarca em Santos em 9 de junho e segue para São Paulo, onde estabelece residência e vive até hoje. A mãe se mudara para o Brasil para se casar com um imigrante romeno que conhecera na Hungria. Andujar começa a se interessar por fotografia.

 

1956-57

Viaja pelo litoral paulista e pela América Latina – Bolívia, Peru, Argentina e Chile. Faz duas visitas aos índios Karajá, na ilha do Bananal, no rio Araguaia. “Foi meu primeiro projeto self-assigned, com a permissão do Serviço de Proteção aos Índios.”

 

1958

Publica na revista A Cigarra os artigos
“A menina e o tempo” (agosto) e “O santuário entre pedras” (setembro). É convidada por Pietro Maria Bardi, diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a realizar um grande vitral da Floresta Amazônica no teto do hall de entrada da Fundação Armando Alvares Penteado, em São Paulo. Bardi escreve sobre as pinturas de Andujar para a revista Habitat.

 

1959

Fotografa na Espanha, na Itália e na França, visita os Estados Unidos. O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) adquire duas fotografias suas, exibidas na mostra Fotografias para colecionadores (Photographs for Collectors, 1960), ao lado de trabalhos de Henri Cartier-Bresson, Ansel Adams e outros.

 

1960

Passa janeiro e fevereiro entre os índios Karajá. Em julho, viaja a Nova York. Em outubro, a edição em espanhol da revista Life publica um ensaio com fotografias dos Karajá, com o título “Uma tribo esquecida”. A galeria Limelight, de Nova York, organiza a primeira exposição individual de Andujar, com curadoria do fotógrafo norte-americano Lew Parrella. Andujar trabalha como freelancer para a revista norte-americana Jubilee, em reportagens como “Russos no Brasil” (“Russian in Brazil”, janeiro), “Semana Santa em Sevilha” (“Holy Week Seville”, abril) e “Esperança para as favelas” (“Hope for the Favelas”, novembro).

 

1961

Expõe na George Eastman House de Rochester. De volta ao Brasil, realiza para a rede de televisão norte-americana ABC o documentário Um sorriso, uma cidade, uma canção (A Smile, a City and a Song), sobre as atividades de dom Helder Camara nas favelas cariocas. Nos anos seguintes, atua como fotógrafa freelancer para revistas norte-americanas e brasileiras, como Life, Look e Claudia. O ensaio “O povo do Rio” (“The People of Rio”) é capa da revista Look em junho de 1963.

 

1962-64

Desenvolve a série das Famílias brasileiras. O ensaio é oferecido à revista Claudia, que não o publica por não se encaixar na linha editorial. Em 1964, participa da exposição coletiva O homem e seu mundo (Weltausstellung der Photographie), organizada pelo fotógrafo alemão Karl Pawek e exibida em museus europeus. Também inicia dois projetos: o primeiro, inacabado, sobre a cidade de Igaratá, no vale do Paraíba, em São Paulo, ameaçada pela construção de uma barragem; o segundo, sobre a etnia Bororo, localizada no Mato Grosso. Este último será concluído em 1965, após uma segunda visita. “Documentei especificamente a mulher Bororo, como símbolo da continuação da vida de um povo. Com um portfólio com mais de 40 dessas fotografias, fui aos Estados Unidos. E a revista Modern Photography publicou um ensaio sobre o mesmo trabalho.”

 

1965

Permanece em Nova York de junho a setembro. A exposição coletiva O mundo e seu povo (The World and Its People), com fotos suas, é exibida no pavilhão da Kodak na Feira Mundial de Nova York. Faz contato com a agência de fotografia Rapho Guillumette e conhece o fotógrafo George Love, com quem se casará oficialmente em 1968. Love integrava a Associação dos Heliógrafos (destacado grupo de fotógrafos da costa leste dos Estados Unidos), da qual Andujar passará a fazer parte.

 

1966

A edição de março da revista americana Jubilee publica imagens da família mineira.Começa a colaborar com a revista Realidade (Editora Abril), que também acolheu George Love, David Drew Zingg, Luigi Mamprin, Lew Parrella, Maureen Bisilliat, Roger Bester, Jorge Bodanzky, entre outros. Até 1971, quando encerra sua colaboração, terá realizado mais de 30 reportagens para a publicação.

 

1967

A edição de janeiro da Realidade é apreendida em razão de uma foto de Andujar que mostra uma mulher dando à luz.

 

1968

Com Love, produz filmes publicitários em table-top sobre a Colômbia, o Chile, a Argentina e os Estados Unidos.

 

1970

Publica o livro Uma semana no mundo de Bico (A Week in Bico’s World), por encomenda da editora norte-americana Collier Macmillan. Bico é filho do fotógrafo Otto Stupakoff. Em outubro, publica na revista Setenta um ensaio de moda feito no Alto Xingu. Em novembro, participa da mostra Fotógrafos de São Paulo, no Museu de Arte Brasileira (MAB Faap), com Love, Bisilliat e outros.

 

1971

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP exibe 9 fotógrafos de São Paulo, com parte dos trabalhos da mostra realizada meses antes pelo Museu de Arte Brasileira. Andujar exibe a projeção A Sônia no Masp, acompanhada da música “I Had a Dream”, de John Sebastian. Em junho, publica o ensaio no primeiro número da Revista de Fotografia, que tinha Love como editor fotográfico. Com este, começa a trabalhar como editora de fotografia da revista O Bondinho. Ambas as revistas eram editadas pela Arte & Comunicação, grupo editorial formado por jornalistas oriundos da Realidade. Love, Andujar e Bisilliat organizam no Masp a exposição A família brasileira, com acervos fotográficos de famílias do estado de São Paulo. Enquanto trabalha na edição especial da revista Realidade dedicada à Amazônia, entra em contato com a etnia Yanomami, em Roraima. Por dois anos seguidos recebe bolsa da Fundação John Simon Guggenheim. “Com o rápido ritmo de aculturação dos índios devido aos projetos de estradas e de aproveitamento da Bacia amazônica que fazem parte dos planos do governo brasileiro, penso em registrar para o futuro a vida de um grupo étnico que pode ser atingido por esses planos de penetração e integração.”

 

1972

Viaja pelo rio Jari, que divide os estados do Pará e do Amapá, e faz as fotos da série Natureza.  Propõe ao MAC USP a exposição
O fotógrafo desconhecido, com obras enviadas por fotógrafos de todo o país. A mostra, realizada em novembro, contou com Andujar, Love, Bisilliat e Djalma Batista na comissão julgadora.

 

1973

Andujar e George Love participam da exposição Hileia Amazônica, no Masp.

 

1974

Separa-se do fotógrafo George Love.

 

1976

Naturaliza-se brasileira. Organiza no Masp a exposição Grande São Paulo, com a colaboração do fotógrafo Cristiano Mascaro. A exposição inclui imagens de 98 fotógrafos brasileiros numa instalação no primeiro subsolo do museu. Recebe bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para fotografar os Yanomami, em Roraima, onde se estabelece até o ano seguinte, quando é enquadrada na Lei de Segurança Nacional e a Funai a expulsa.

 

1978-80

Lança o livro Amazônia (Praxis, 1978), em parceria com Love. Com o italiano Carlo Zacquini, encarregado da saúde dos Yanomami na Missão Catrimani, incentiva os índios a desenhar pela primeira vez sobre papel para registrar o modo de vida e o pensamento mitológico do grupo. Em 1979, a Olivetti do Brasil publica o livro Mitopoemas Yãnomam.

 

1978

Torna-se membro fundadora da Comissão pela Criação do Parque Yanomami (CCPY), hoje chamada Comissão Pró-Yanomami, que luta pelo reconhecimento da terra Yanomami. Coordena os trabalhos da CCPY.

 

1980

Suas fotografias ilustram o livro Missa da terra sem males (Tempo 27/Presença, 1980), com poemas de dom Pedro Casaldáliga. Começa a coordenar a campanha pela demarcação das terras dos Yanomami.

 

1981-83

Realiza as fotografias de identificação da população Yanomami que mais tarde se transformariam na série Marcados (2006).

 

1989

Exibe no Masp o audiovisual Genocídio Yanomami.

 

1991-92

A exposição Yanomami (1991) é apresentada no Memorial da América Latina, em São Paulo. No ano seguinte, o governo federal reconhece e demarca as terras Yanomami.

 

1998

A XXIV Bienal de Arte de São Paulo apresenta a instalação Na sombra das luzes, composta de 21 imagens sobre os Yanomami. A obra será exposta novamente em 2000, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

 

1999-2000

Fotos de Andujar são exibidas no festival PhotoEspaña, em Madri. No ano seguinte,
o escritor Eduardo Galeano lhe entrega o Prêmio Anual pela Liberdade Cultural da Fundação Lannan, sediada no Novo México.

 

2001-15

Em 2003, a Revista da Folha publica um reencontro de Andujar com a família paulista fotografada em 1963 para a série Famílias brasileiras. Em 2004, recebe a Bolsa Vitae de Artes, com a qual começa a retrabalhar seu acervo. Participa de inúmeras exposições coletivas e individuais, com destaque para A vulnerabilidade do ser (Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2005) e Yanomami (Fundação Cartier de Paris, 2002).

 

Voltar ao topo da página

 

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

Lançamento do livro-catálogo "Claudia Andujar, no lugar do outro"


O livro-catálogo da exposição Claudia Andujar, no lugar do outro será lançado no IMS-RJ no sábado, 24 de outubro, às 17h. Na ocasião, acontecerá uma conversa na galeria com a artista e o curador Thyago Nogueira.

Mais informações sobre o lançamento do livro-catálogo "Claudia Andujar, no lugar do outro"



EVENTOS ANTERIORES


Abertura da exposição, com visita guiada

25 de julho de 2015, sábado

Às 16h acontecerá uma visita guiada gratuita com o curador, Thyago Nogueira, e a artista.

 

 

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

Veja abaixo o trailer da exposição:

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

CLAUDIA ANDUJAR, IN THE PLACE OF THE OTHER  is the result of two years of research in the photographer's archives. It is also the first big exhibition dedicated to the work Andujar produced in the 1960s and 70s, before her complete involvement with the Yanomami Indians, which brought her worldwide attention.

 

Andujar arrived in São Paulo in 1955 at age 24. Born in Switzerland, she lived in Hungary before escaping with her mother during World War II. Andujar also lived in New York City, where she later met Edward Steichen, Minor White and W. Eugene Smith. The traumas of war, family disagreements and constant moves caused her to distance herself from her roots and seek a new life in Brazil. With no knowledge of the Portuguese language, she soon found in photography a way to contact people and explore the country.

 

From the 1950s to '70s, she contributed to magazines, participated in art exhibitions and traveled Brazil from north to south. In 1968, she marries American photographer George Love, with whom she produces the famous photobook Amazônia (1978). These were years of discoveries and experimentation.

 

Divided into four large groups, this exhibition presents the different perspectives through which Andujar explored photography and the country: the interest in nature, the anthropological immersion, the graphic experimentation and the photojournalistic work. Her reportage and photoessays extended from black and white documentation to the color experimentation of the late 1960s and early '70s.

 

Since her arrival in Brazil, Andujar has ventured into worlds that were unknown to her and taken interest in segregated groups. With a humanist outlook, she used photography to understand the country and to search for her inner self. Throughout her career, she has always tried to put herself in the place of others -- a displacement also manifested in the realm of geography, as she was forced to rebuild her life in a new country.

 

In 1971, Andujar made contact with the Yanomami Indians and transformed the protection of these people into a lifelong mission. In subsequent years, her production related to the Indians outstripped the amazing work of the earlier decades – much of which was forgotten or never shown.

 

CLAUDIA ANDUJAR, IN THE PLACE OF THE OTHER  focuses on a largely unseen period of her career and helps us understand the originality and the complexity of the work of one of Brazil's most important living photographers.

 

curator Thyago Nogueira

 

<ROOM 1>

Nature, c. 1970-72

 

This room features photos taken in the Amazon region in the early 1970s, most of which depict the Roraima savannah and the Jari River area, near the border between Pará and Amapá. Andujar visited the Santo Antônio Waterfall on the Jari River in 1972, a time in which interest in the Amazon was growing, with the construction of roads, the installation of cattle farms and the settlement of workers from other states encouraged by the military government (1964-85). The photographer’s first contact with the region took place when she was working on a special issue of the magazine Realidade dedicated to the Amazon, published in October of 1971.

 

In the mid-1960s, Andujar had begun taking pictures with color film, initiating a phase of intense experimentation. During this same period, she met photographer George Love, whom she later married, establishing a close professional relationship which culminated in the masterpiece Amazônia, a photography book published in 1978.

 

Andujar’s interaction with nature is stunning. The photographer registered landscapes with the use of filters, infrared film and underexposure, resulting in a vision that transcends mere documentation and hovers somewhere between dream and epiphany. The beauty and drama of the ensemble, presented here like a forest of images, doesn’t fail to evoke a dimension of tragedy. Part of this ecosystem was about to disappear, threatened by the construction of a hydroelectric plant on the Jari River.

 

<ROOM 2>

Brazilian families, 1962-64

 

This is one of first examples of the painstaking work done by Andujar in Brazil in the early 1960s, a few years into her photography career. Interested in understanding who Brazilians were and how they lived, Andujar decided to accompany the day-to-day lives of four families in distinct contexts: a family that owned a prosperous cacao farm in Bahia, a family living in a middle-class neighborhood of São Paulo, a family of fishermen in Picinguaba, Ubatuba, on the northern coast of São Paulo state and a traditional, religious family in Minas Gerais.

 

The way Andujar was able to earn the trust of each was surprising − so immersed was the photographer in their intimate worlds, following their various daily activities, that she seemed invisible at times. The hundreds of photos united here like a gigantic family album allow us to accompany the dynamics of each family and contrast their different social contexts. Andujar was not interested in constructing an idealized vision of Brazilian people, but instead in examining their concrete, ordinary experiences from an anthropological approach. This work demonstrates the visual maturing of the young photographer, alternating between direct documentation and more elaborate images with multiple meanings.

 

At the time, Andujar intended to publish the photos in a magazine, but the broad nature of the work’s subject matter did not interest the publication. Most of these images remained unseen to this day.

 

Bahia Family

In March of 1962, Andujar went to the Engenho D’Água farm in São Francisco do Conde, Bahia. The images of the affluent Porciúncula family depicts the relationships between family members and their employees, dinners at the farmhouse and the labor in the fields of the cacao and sugarcane plantation.

 

São Paulo Family

In May of 1963, Andujar visited the Ranali family, who resided in the neighborhood of Jabaquara in the city of São Paulo. In addition to their day-to-day activities, like meals and TV-watching sessions, she documented the head of the household’s 50th birthday party and preparations for the event, including trips to the grocery store and the hairdresser.

 

Picinguaba Family

The village of Picinguaba, today a touristy beach, was an isolated community in the township of Ubatuba, located on the northern coast of São Paulo, when Andujar arrived there by boat in November of 1963. The intimacy and delicacy seen in her
photos of the family of fishermen is admirable, even in settings with little lighting
and meager comforts.

 

Minas Gerais Family

In 1964, Claudia spent roughly two weeks with the large Pereira de Meira family in Diamantina and Congonhas do Campo in the state of Minas Gerais. Her time with the family provided her with the intimacy to accompany the work routine of a doctor
in his practice, the day-to-day lives of the children, their weekend excursions and religious celebrations.

 

<ROOM 3>

Graphic city, c. 1970-74

 

In the early 1970s, Andujar produced these four works in São Paulo, focusing on the city and its inhabitants. This period was characterized by intense visual experimentation and artistic production. Andujar kept in touch with photographers and editors in New York, and divided her time between her photography work and curatorship.

 

Armed with infrared film or superimposed images, she documented São Paulo and captured the urban density in the conglomeration of buildings that looks like the set of a science fiction movie. The rigidness and compaction of the city contrast with the graceful sinuousness with which Andujar photographed the model Sônia around 1971. In front of
an infinite studio background, Claudia registered the model from Bahia who was trying her luck in São Paulo. The shoot lasted three hours and took up ten rolls of film, but the photographer was unhappy with the material and, a little while later, decided to retake the pictures, superimposing them and using filters. Published in June of that year in Revista de Fotografia, the series is a sort of x-ray of the female body.

 

The nine photos of Rua Direita were taken in one of the busiest areas of São Paulo. With the camera nearly resting on the ground, Andujar enlarges the people and shrinks the buildings, valuing the passersby, while, at the same time, transforming herself — and the spectator — into the subject of the image. This ensemble is an example of the best aspects of the tradition of street photography practiced in the United States and largely unexplored in Brazil.

 

<ROOMS 4 AND 5>

True stories, 1966-71

 

This nucleus features a central part of Andujar’s work, comprised of articles and essays produced for the magazine Realidade, where she worked as a freelance photographer from 1966 to ‘71. Andujar contributed to a number of publications in Brazil and abroad, including Life, Look, Jubilee, A Cigarra, Claudia, Setenta and Quatro Rodas. But she maintained her most profound and long-lasting work relationship with the magazine Realidade, which first appeared in April, 1966.

 

Her work for Realidade was innovative for several reasons. The editorial audacity, even during the rule of the military government, allowed Andujar to immerse herself in some tricky, controversial and largely unexplored subject matter, including the controversial spiritual surgeries conducted by the medium Zé Arigó in Congonhas do Campo, Minas Gerais, the work of a midwife in the small town of Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul and the day-to-day lives of gay men in São Paulo and Rio. Stories on changing customs, scientific advances and politically-themed articles were featured in the magazine. On most occasions, Andujar realized her work without the accompaniment of reporters, allocating the time and amount of film she deemed necessary to put her articles together. The magazine provided generous space for photography and allowed Andujar the freedom to pitch stories and construct her own narratives, which went beyond the mere function
of illustrating journalistic content.

 

Realidade employed a formidable staff of photographers, most of whom were foreigners, including Englishwoman Maureen Bisilliat, Italian-born Luigi Mamprin and the Americans George Love and David Drew Zingg. Three black and white features for the magazine are on display in the first room of this nucleus. The empathy with the characters, the use of natural light and the use of chiaroscuro seen here are evocative of the work of such American photographers as W. Eugene Smith and Minor White — whom Andujar met on one of her visits to the U.S.

 

In the next room, you can see some of the articles and essays that feature color photos. Gradually, the dramatic black and white gives way to the chromatic experimentation that characterized this era. The interest in delicate themes, commitment to her subjects, sophistication of the narratives and sensitivity with which such distinct realities are addressed make Andujar’s work here one of the high points of Brazilian photography.

 

 “Homosexuality”

“In the Middle Ages, they were burned alive. Today, they are considered criminals in many countries, marginalized in all societies. For weeks, journalist Hamilton Almeida experienced the sad and inhumane world of the men who deny their condition as men.” (article published in November of 1967)

From June to September of 1967, Andujar photographed the daily routine of gay men in São Paulo and Rio de Janeiro. The images of a couple in São Paulo were staged in soap opera style at the photographer’s apartment. In Rio, Andujar frequented nightclubs and spots for nighttime encounters. It is likely that she took the photos for the sensationalist article that the magazine published on the subject in November. But the article was printed without images, which suggests that the feature was censored.

 

It’s a girl!

“The city of Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul sits at the bottom of a valley surrounded by mountains covered in wheat, barley and shiny, green grapevines. People there speak in loud voices, with hand gestures accompanying their words − the city was originally settled by Italian immigrants. After industry began to replace agriculture, hospitals appeared and progress did away with many old traditions, including midwives who made house-calls. But many people in Bento Gonçalves still rely on Dona Odila rather than an obstetrician. This is the story of one of her births.” (article published in January, 1967 with text by Narciso Kalili)

Andujar went to Bento Gonçalves in December of 1966 to photograph Dona Odila’s work routine for an article that contrasts traditional customs with advances in medicine. The article accompanied a natural home birth and became famous for publishing a photo of a woman giving birth, causing this issue of the magazine to be seized by the authorities.

 

“Arigó is their last hope”

“Some consider him an imposter. Academics try to provide a scientific explanation. The devout simply say: faith is the cause of the cure. For those who have traveled to Congonhas do Campo, Minas Gerais to seek treatment, and for those who believe
in his healing powers, Arigó is their last hope.” (article published in June of 1967, with text by Roberto Freire)

In March of 1967, Andujar traveled to Congonhas do Campo, Minas Gerais, to accompany the activities of José Pedro de Freitas, known as Zé Arigó. People from all over Brazil and neighboring countries flocked to the medium/faith healer to treat a variety of illnesses, in consultations lasting less than 60 seconds. With no medical training, Arigó made headlines for the operations he performed, sticking a knife in between patients’ eyelids and eyeballs, a procedure which Andujar documented cinematically.

 

“He’s an addict”

“This article is a grave warning: over 100,000 Brazilians — most of them young people from age 16 to 30 — take drugs and are addicted. On the margins of society, these maladjusted men and women escape from reality, seeking a few moments of pleasure in exchange for incalculable suffering.” (article published in May of 1967, with text by Narciso Kalíli)

Andujar and the reporter accompanied an actual experience of drug use, in an example of journalism that could be considered bold even by today’s standards. Supervised by a policeman from the Sector of Intoxicants of the São Paulo Department of Investigations, the article narrates the arrival of drugs in an apartment and a play-by-play description of drug use. The magazine published some black and white images. Unsatisfied with the result, Andujar added a psychedelic effect to the images by using a new graphic technique.

 

“It’s madness”

“Society does not understand, nor does it accept it. We prefer to see it marginalized in hospitals, closed off in a world of shadows and fear.” (article published in June of 1968, with text by Norma Freire)

The images portray the isolation and abandonment which patients experience at the Juqueri Psychiatric Hospital, then the main treatment facility for mental illness in the state of São Paulo. It is likely that Andujar took the photos in 1963, years before the publication of this article.

 

“The devil’s train”

“The luggage they brought with them to São Paulo was filled with hope. Some came for work, others were looking for relatives who’d been swallowed up by the big city, others dreamed of recovering their lost health. They all wanted that one thing that for many was no more than a wish: a better life. And now the time had come for them to go back home: a place in the middle of nowhere in Minas, a small town in the backlands of Bahia. With a bundle of clothes and charity train fare, they boarded the red wood cars of the “Bahian train.” Creatures mistreated by fate were heading home with no more hope.
The journey is long and arduous.” (article published in May of 1969, with text by Patricio Renato)

In late February and early March of 1969, Andujar took the long train ride from Roosevelt Station (today Brás) in São Paulo to Salvador, Bahia. The journey lasted 7 days and most of the passengers were migrants from other states who had tried their luck in São Paulo. With no prospects in the capital, they ended up at the Department of Immigration and Colonization of the Secretary of Agriculture of São Paulo state, where they received a boxed lunch and a ticket home. Andujar took the long trip, registering the passengers with admirable empathy.

 

“They’re looking for peace”

“Here, the characters assault one another and are assaulted, all the masks come down in a harsh game of truth. It’s a session of psychodrama, a technique of psychiatric treatment in which, guided by two therapists, the patients are liberated from their angst, enacting scenes of crisis taken from their own lives onstage.” (article published in January of 1970, with text by Jorge Andrade)

 

“The nightmare”

“American scientists have made some fantastic discoveries on a phenomenon that has terrorized mankind for millennia and, which, to this day, has been classified simply as ‘a bad dream.’ Now it is finally known what this, the most awful psychic experience aperson can have — the nightmare — actually is.” (article published in February of 1970, with text by Edwin Diamond)

To illustrate the article on scientific advances in the field of psychology, Andujar photographed a doll, her cat Pipi and other belongings, manipulating the images, superimposing photos and applying filters.

 

CHRONOLOGY

Ângelo Manjabosco and Thyago Nogueira

 

1931

Born Claudine Haas in Neuchâtel, Switzerland on June 12, the only daughter of Germaine Guye and Siegfried Haas. The family moves back to Oradea (Nagyvárad in Hungarian), a Romanian city that was part of Hungary until the end of World War I, her father’s Jewish-Hungarian family’s hometown. Her mother’s Protestant family is from Switzerland. When Claudine is around 9 years old, her parents separate. Oradea would return to Hungary in 1940.

 

1944-45

Her father and other members of her paternal family are sent to Auschwitz and Dachau concentration camps in southern Poland and southern Germany, respectively. They are all killed. Claudia and her mother flee to Switzerland.

 

1946

As a teenager she is sent away from her mother to live in New York with her uncle Marczel Haas. There, she changes her
name to Claudia.

 

1949

Marries Julio Andujar, a Spanish national and her classmate. From 1949 to 1952, studies at the Hunter College of the City University of New York.

 

1950

Julio Andujar joins the U.S. Army and is deployed to fight in the Korean War (1950-53). When he comes home in 1953, the couple separates and later divorce. Claudia decides to keep her husband’s last name to hide her Jewish origins. Inspired by abstract expressionism she begins painting. Works as a tour guide in the United Nations building for two years.

 

1952

Andujar participates with her oil paintings in an exhibition with Filipino artist and moviemaker Ramon Estella at the Coeval Gallery in New York. She shows her paintings at the United Nations.

 

1955

Leaves New York for Brazil to join her mother. Lands by boat at Santos on June 9 and moves to São Paulo. Andujar settles in the city, where she resides to this day. Her mother had come to Brazil to marry a Romanian immigrant she had met in Hungary. Andujar takes an interest in photography.

 

1956-57

Andujar travels to the São Paulo shore and throughout Latin America – Bolivia, Peru, Argentina and Chile. She makes two visits to the Karajá natives on Bananal Island in the Araguaia river. “It was my first self-assigned project with the permission of the Indian Protection Service”.

 

1958

Publishes the articles “A menina e o tempo” [“The girl in time”] (August) and “O santuário entre pedras” [“The sanctuary among
the rocks”] (September) in the magazine A Cigarra. Andujar is invited by Pietro Maria Bardi, director of the Museum of Art of São Paulo (Masp), to create a large stained glass window of the Amazon forest on the ceiling of the entrance hall of the Armando Alvares Penteado Foundation in São Paulo. Bardi writes about Andujar’s paintings for Habitat magazine.

 

1959

Takes pictures in Spain, Italy and France and visits the United States. The Museum of Modern Art in New York (MoMA) acquires two of Andujar’s photos, shown in the exhibition Photographs for Collectors (1960), along with work by Henri Cartier-Bresson, Ansel Adams and others.

 

1960

Andujar spends January and February with the Karajá natives. In July, she travels to New York. A photo essay on the Karajá is published in the Spanish edition of Life magazine under the title “A forgotten tribe.” The Limelight Gallery in New York organizes the photographer’s first solo exhibition under the curatorship of American photographer Lew Parrella. She begins freelancing for the American magazine Jubilee, contributing with articles such as “Russian in Brazil” (January), “Holy Week Seville” (April) and “Hope for the favelas” (November).

 

1961

Exhibits her work at George Eastman House in Rochester. Back in Brazil, she produces a documentary for the American TV network ABC about the work of Dom Helder Camara in the favelas of Rio de Janeiro, entitled
A Smile, a City and a Song. In the following years, Andujar works as a freelance photographer for American and Brazilian magazines such as Life, Look and Claudia. Her essay “The people of Rio” is featured on the cover of Look in June, 1963.

 

1962-64

Works on Famílias Brasileiras [Brazilian families]. The essay is offered to Claudia but goes unpublished since it doesn’t fit the magazine’s editorial line. In 1964, she participates in the group exhibition Man and His World, organized by German photographer Karl Pawek and shown in several European museums. Andujar also begins two photography projects: is the first about the town of Igaratá in São Paulo’s Paraíba Valley, which is threatened with the construction of a dam; and the other about the Bororo people in Mato Grosso. The essay is concluded in 1965 after a second trip. “I specifically documented the Bororo women, as a symbol of the continuity of the life of a people. With a portfolio of over 40 of these photos, I went to the U.S. And the magazine Modern Photography published an essay from the same project.”

 

1965

Stays in New York from June to September. Her photos are included in the group exhibition The World and its People, shown in the Kodak Pavilion at the New York World’s Fair. Makes contact with the photography agency Rapho-Guillemette and meets photographer George Love, whom she officialy marries in 1968. Love was a member of the Association of Heliographers (a prominent group of photographers from the U.S. East Coast), which Claudia also joins.

 

1966

In march, the American magazine Jubilee publishes pictures of the Minas Gerais family. Begins contributing to the magazine Realidade (Editora Abril), which also employs George Love, David Drew Zingg, Luigi Mamprin, Lew Parrella, Maureen Bisilliat, Roger Bester, Walter Firmo, Jorge Bodanzky and others. Up until 1971, when the partnership comes to an end, Andujar produces over 30 articles for the magazine.

 

1967

The January issue of Realidade is seized due to a photo taken by Andujar depicting a woman giving birth.

 

1968

With George Love, she produces tabletop films in Colombia, Chile, Argentina and the United States.

 

1970

Andujar publishes the book A Week in Bico’s World, commissioned by the American publishing house Collier Macmillan. Bico is the son of photographer Otto Stupakoff. In October she publishes a fashion essay shot in Alto Xingu. In November, she participates in the exhibition Fotógrafos de São Paulo [Photographers of São Paulo] at the Museum of Brazilian Art (FAAP) along with Love, Bisilliat and others.

 

1971

The University of São Paulo’s Museum of Contemporary Art holds the exhibition 9 Fotógrafos de São Paulo [9 Photographers from São Paulo], with some of the photos shown at the Museum of Brazilian Art months earlier. Andujar shows the projection A Sônia at the Museum of Art of São Paulo (Masp), accompanied by the song “I Had a Dream”, by John Sebastian. Andujar publishes the essay A Sônia in the first issue of the magazine Revista de Fotografia, where Love worked as photography editor. Along with him, she begins working as photography editor for the magazine O Bondinho. Both magazines were published by Arte & Comunicação, an editorial group formed by journalists from Realidade. Andujar, Love and Maureen Bisilliat organize an exhibition entitled A família brasileira [The Brazilian Family] at Masp, featuring photo collections of families from São Paulo state. While working on a special issue for Realidade dedicated to the Amazon, she makes contact with the Yanomami natives in Roraima. For two straight years, she receives a fellowship from the John Simon Guggenheim Foundation. “With the fast pace of the acculturation of the Indians due to road construction projects and the use of the Amazon basin, which are part of the Brazilian government’s plans, I intend to document for the future the life of an ethnic group that may be affected by these plans of penetration and integration.”

 

1972

Travels to the Jari River, which divides the states of Pará and Amapá, where she takes photos for the series Natureza [Nature].
She proposes a photo exhibition entitled O fotógrafo desconhecido [The Unknown Photographer] at the University of São Paulo’s Museum of Contemporary Art, with work submitted by photographers from all over Brazil. Held in November, the exhibit includes Andujar, Love, Bisilliat and Djalma Batista on the judging committee.

 

1973

Andujar and George Love are part of Hileia Amazônica, an exhibition at MASP

 

1974

Andujar separates from photographer George Love.

 

1976

Becomes a Brazilian citizen. Organizes the exhibition Grande São Paulo [Greater São Paulo], with the collaboration of photographer Cristiano Mascaro. The exhibition includes images by 98 Brazilian photographers on an installation on the museum’s first subfloor. She receives a grant from the São Paulo Research Foundation (Fapesp) to photograph the Yanomami people in Roraima, remaining there until the following year when she is detained under the National Security Law and expelled
by the National Indian Foundation.

 

1978-80

Releases the book Amazônia (Praxis, 1978) in collaboration with Love. Along with Italian-born Carlo Zacquini, who works to provide healthcare to the Yanomami at the Catrimani Mission, she encourages the natives to draw on paper for the first time, documenting their way of life and mythology. In 1979, Olivetti do Brasil publishes the book Mitopoemas Yãnomam [Yanomami Myth-poems].

 

1978

Andujar becomes a founding member of the Commission for the Creation of Yanomami Park (CCPY), today known as the Pro-Yanomami Commission, fighting for the recognition of the Yanomami lands. She coordinates the work of the CCPY.

 

 

1980

Her photos are featured in the book Missa da terra sem males [Mass of the land without evil] (Tempo 27/Presença, 1980), with poems by Bishop Pedro Casaldáliga. She begins leading the campaign for the demarcation of Yanomami lands.

 

1981-83

Andujar produces identification photos for the Yanomami population that would later be transformed into the series Marcados [The Marked] (2006).

 

1989

Shows Genocídio Yanomami [Yanomami’s Ganocide] at MASP.

 

1991-92

The exhibition Yanomami (1991) is held at the Latin America Memorial in São Paulo. The following year the federal government recognizes and marks the borders of the Yanomami lands.

 

1998

The 24th São Paulo Biennial features the installation Na sombra das luzes [In the shadow of lights], comprised of 21 images of the Yanomami. The installation would later be displayed at the Museum of Image and Sound (MIS) in São Paulo in 2000.

 

1999-2000

Andujar’s photos are displayed at the PhotoEspaña festival in Madrid. The following year, author Eduardo Galeano presents her with the Cultural Freedom Prize from the Lannan Foundation, based in New Mexico.

 

2001-15

In 2003, Revista da Folha publishes Andujar’s reunion with the São Paulo family she photographed in 1963 for the series Famílias Brasileiras [Brazilian Families]. In 2004, she receives the Vitae de Artes Grant, and begins revisiting her archives. She participates in countless group and solo exhibitions. Highlights include A vulnerabilidade do ser [The Vulnerability of Being] (Pinacotheca of the State of São Paulo, 2005) and Yanomami (Cartier Foundation in Paris, 2002).

Claudia Andujar: no lugar do outro
Curadoria: Thyago Nogueira
Visitação: 25 de julho a 15 de novembro de 2015

Loja do IMS: livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro

Use #ClaudiaAndujarIMS para compartilhar informações relacionadas à exposição.

Projeto expográfico: Martin Corullon e Helena Cavalheiro/Metroo Associados
Comunicação visual: Elisa von Randow

 


 



EVENTOS

Lançamento do livro-catálogo Claudia Andujar, no lugar do outro + conversa com a artista e o curador
24 de outubro de 2015, sábado, às 17h

> Veja todos os eventos

Local

Instituto Moreira Salles - Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
CEP 22451-040 - Rio de Janeiro/RJ
Tel.: (21) 3284-7400

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

Exposições

Anri Sala: o momento presente (IMS-RJ)

Anri Sala: o momento presente (IMS-RJ)

Vitrines e fachadas - Dulce Soares (IMS-SP)

Vitrines e fachadas - Dulce Soares (IMS-SP)

Millôr: obra gráfica (IMS-RJ)

Millôr: obra gráfica (IMS-RJ)

Meus caros amigos - Augusto Boal - Cartas do exílio (IMS-RJ)

Meus caros amigos - Augusto Boal - Cartas do exílio (IMS-RJ)

Do arquivo de um correspondente estrangeiro: fotografias de Luciano Carneiro (IMS-Poços de Caldas)

Do arquivo de um correspondente estrangeiro: fotografias de Luciano Carneiro (IMS-Poços de Caldas)

O Paço, a praça e o morro (Paço imperial - RJ)

O Paço, a praça e o morro (Paço imperial - RJ)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-Poços de Caldas)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-Poços de Caldas)

A rua de minha infância (IMS-Poços de Caldas)

A rua de minha infância (IMS-Poços de Caldas)

O olhar que pensa o desenho (IMS-Poços de Caldas)

O olhar que pensa o desenho (IMS-Poços de Caldas)

No meio do Rio, entre as árvores: a Amazônia de Jorge Bodanzky (MIS-SP)

No meio do Rio, entre as árvores: a Amazônia de Jorge Bodanzky (MIS-SP)

Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention (Paris - MEP)

Marcel Gautherot – Brésil: tradition, invention (Paris - MEP)

Rio, papel e lápis (IMS-RJ)

Rio, papel e lápis (IMS-RJ)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS - Poços de Caldas)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS - Poços de Caldas)

Fotografia de domingo (IMS - Poços de Caldas)

Fotografia de domingo (IMS - Poços de Caldas)

A viagem das carrancas (IMS-RJ)

A viagem das carrancas (IMS-RJ)

Marcel Gautherot – o jubileu no santuário (Tiradentes - MG)

Marcel Gautherot – o jubileu no santuário (Tiradentes - MG)

Rio: primeiras poses (IMS-RJ)

Rio: primeiras poses (IMS-RJ)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-SP)

Alice Brill: impressões ao rés do chão (IMS-SP)

Face andina - fotografias de Martín Chambi (IMS - Poços de Caldas)

Face andina - fotografias de Martín Chambi (IMS - Poços de Caldas)

Emancipação, inclusão e exclusão (IMS - Poços de Caldas)

Emancipação, inclusão e exclusão (IMS - Poços de Caldas)

Arvoressências (IMS-Poços de Caldas)

Arvoressências (IMS-Poços de Caldas)

William Eggleston, a cor americana (IMS-RJ)

William Eggleston, a cor americana (IMS-RJ)

Modernidades: fotografia brasileira 1940-1964 (Círculo de Belas-Artes de Madri - Espanha)

Modernidades: fotografia brasileira 1940-1964 (Círculo de Belas-Artes de Madri - Espanha)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS-SP)

David Drew Zingg: imagem sobre imagem (IMS-SP)

Geraldo de Barros e a fotografia (Sesc Belenzinho - SP)

Geraldo de Barros e a fotografia (Sesc Belenzinho - SP)

Olhar e desenhar (IMS Poços de Caldas)

Olhar e desenhar (IMS Poços de Caldas)

Um passeio pelo Rio (IMS-RJ)

Um passeio pelo Rio (IMS-RJ)

Geraldo de Barros e a fotografia

Geraldo de Barros e a fotografia

Face andina - fotografias de Martín Chambi

Face andina - fotografias de Martín Chambi

Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

Luz, cedro e pedra – Esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola

A fotografia como investigação do ver

A fotografia como investigação do ver

Flieg fotógrafo (MAC - SP)

Flieg fotógrafo (MAC - SP)

O Estúdio Fotográfico Chico Albuquerque

O Estúdio Fotográfico Chico Albuquerque

Em 1964

Em 1964

Thomaz Farkas: Memórias e descobertas

Thomaz Farkas: Memórias e descobertas

Richard Serra: desenhos na casa da Gávea

Richard Serra: desenhos na casa da Gávea

São Paulo, fora de alcance
Fotografias de Mauro Restiffe

São Paulo, fora de alcance
Fotografias de Mauro Restiffe

Araújo Porto-Alegre: singular & plural

Araújo Porto-Alegre: singular & plural

Jacques Henri Lartigue - A vida em movimento

Jacques Henri Lartigue - A vida em movimento

Marc Ferrez: mestre da fotografia do século XIX

Marc Ferrez: mestre da fotografia do século XIX

São Paulo contemporânea por Cristiano Mascaro

São Paulo contemporânea por Cristiano Mascaro

Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do IMS

Panoramas: a paisagem brasileira no acervo do IMS

Robert Polidori: Fotografias

Robert Polidori: Fotografias

Artur Pereira: Esculturas

Artur Pereira: Esculturas

Anna Mariani: pinturas e platibandas

Anna Mariani: pinturas e platibandas

Charles Landseer: Desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil

Charles Landseer: Desenhos e aquarelas de Portugal e do Brasil

As construções de Brasília

As construções de Brasília

Fred Sandback - O espaço nas entrelinhas

Fred Sandback - O espaço nas entrelinhas

Video portraits de Robert Wilson

Video portraits de Robert Wilson

Saul Steinberg: As aventuras da linha

Saul Steinberg: As aventuras da linha

Mira Schendel, pintora

Mira Schendel, pintora

Raphael e Emygdio: Dois modernos no Engenho de Dentro

Raphael e Emygdio: Dois modernos no Engenho de Dentro

William Kentridge: Fortuna

William Kentridge: Fortuna

Lugar nenhum

Lugar nenhum