David Drew Zingg

Nascido em Montclair, Nova Jersey, eua, David Drew Zingg estudou na Columbia University, onde viria a lecionar jornalismo. Foi repórter e fotógrafo da revista Look e trabalhou para outras publicações dos eua, como Life, Esquire e Vogue. Em 1959, Zingg chegou ao no Rio de Janeiro como membro da equipe do veleiro Ondine na corrida oceânica Buenos Aires-Rio. Encantado com o país, começou a viajar frequentemente entre Nova York e o Brasil. Suas reportagens sobre acontecimentos nacionais, incluindo a construção de Brasília, foram publicadas em várias revistas americanas e britânicas. Esteve presente na noite de abertura do Show de Bossa Nova, estrelado por Tom Jobim e Vinicius de Moraes na boate Au Bon Gourmet, no Rio, e contribuiu na organização do memorável Concerto de Bossa Nova no Carnegie Hall, de Nova York, em 1962.

Colaborou com algumas das mais importantes revistas do país, como Manchete, Veja, Realidade, Claudia, Playboy, Quatro Rodas e Isto É, e com os principais jornais do país. Foi diretor de fotografia do filme Memórias de Helena, dirigido por David Neves (1968). Em 1978, se transferiu para São Paulo, onde foi consultor e cronista da Folha de S. Paulo, escrevendo, de 1987 a 2000, a coluna “Tio Dave”. Zingg também participou da banda Joelho de Porco, célebre pelas letras recheadas de humor.

Nas inúmeras viagens que fez pelo país, produziu um dos mais significativos registros do Brasil dos anos 1970 a 1990. Fotografou o povo brasileiro e sua cultura, além de realizar milhares de retratos de músicos e personalidades, como João Gilberto, Os Novos Baianos, Chico Buarque, Pixinguinha, Leila Diniz, Elke Maravilha, Vinicius de Moraes e Juscelino Kubitschek. Sobre seus registros fotográficos, David Zingg escreveu: “Fotografia é história, e é essa sua função fundamental. A máquina mostra os dias de hoje àqueles que queiram ver os dias de hoje. Mas a máquina também mostra o ontem àqueles que queiram aprender. (…). O dever de um fotógrafo no Brasil, me parece, é insistir no registro do sofrimento e do prazer, do belo e do irônico. Só o tempo e o público decidirão o significado que as fotografias realmente têm.”

David Drew Zingg morreu no dia 28 de julho de 2000, em São Paulo. Seu acervo, composto por mais de 150 mil imagens fotográficas (principalmente diapositivos coloridos), documentos e objetos pessoais, passou a integrar o acervo do Instituto Moreira Salles em 2012, por meio de comodato realizado com seus descendentes.

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